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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

 

Historia

dos Hinos

 

 

 

 

Historia de Nossos Hinos

 

AO ORARMOS AO SENHOR (hino 593 do Hinário Adventista)

Ralph Carmichael, nascido em 1927 em Illinois, iniciou seus estudos de violino aos 4 anos de idade. Na juventude dirigiu grupos musicais na Califórnia e demonstrou especial habilidade para compor e fazer arranjos orquestrais. Participou de grandes produções das maiores gravadoras dos Estados Unidos e trabalhou com alguns dos mais famosos artistas de seus dias tais como Bing Crosby e Roger Williams. Produziu música para famosos sucessos da televisão, inclusive para o "I Love Lucy", mas ele mesmo dizia que sempre terminava voltando à música evangélica. Participou de campanhas evangelísticas de Billy Graham e outros famosos pregadores. 

Este pequeno cântico, para ser usado nos momentos de oração, foi escrito para um grupo de jovens da Califórnia, quando ele trabalhava com os "Jovens por Cristo", nos anos 60. No Brasil esta suave melodia teve uma de suas primeiras aparições através de uma gravação produzida pelo coral regido por Elias Azevedo, com alunos do IAE - SP.


BELÉM, BENDITA ÉS (hino 47 do Hinário Adventista)

Phillips Brooks visitou a Terra Santa em 1865 e foi a Belém, no domingo 24 de dezembro. À tarde ele foi ao lugar onde, segundo a tradição, os anjos apareceram aos pastores. Então, desde as 10 horas da noite de Natal até as 3 da manhã, ele assistiu os serviços religiosos na Igreja da Natividade, em Belém. A música e as imagens impressionaram tanto a ele que uma nova inspiração surgiu em sua mente. Ele não a colocou no papel, contudo, até que alguns anos depois ele escreveu as estrofes para a Escola Dominical. 

Brooks foi um poderoso pregador, e seus sermões impressos eram distribuídos por todo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. A Universidade de Oxford conferiu-lhe o grau honorário de Doutor em 1885. 

Quando era o pastor da Igreja Episcopal da Filadélfia, ele deu este poema para o organista da igreja, Lewis Henry Redner que pretendia musicar alguma obra de seu pastor. Na noite de Natal, após dormir algumas horas, acordou com esta melodia soando em seus ouvidos. Escreveu rapidamente num papel, ao lado da cama, e harmonizou-a pela manhã, pronta para ser cantada na Escola Dominical de 27 de dezembro de 1868. O hino foi impresso pela primeira vez em 1874.


NÃO ME ESQUECI DE TI ( hino 499 do Hinário Adventista)

Jader Santos, diretor de Música de "A Voz da Profecia", e um dos mais queridos músicos adventistas do Brasil, compôs letra e música deste inspirador hino sob o impacto das impressões produzidas nele por um sermão pregado sobre a volta de Jesus. Naquela ocasião, a "Voz da Profecia" ainda estava sediada nas suas antigas instalações, na Igreja do Botafogo, Rio de Janeiro. Após o sermão, o maestro e pastor Jader dirigiu-se a sua sala, dispensando o almoço, e de uma só vez escreveu as palavras e a melodia. Na Segunda-feira, apresentou a nova composição aos colegas e guardou-a. Algum tempo depois foi procurado pelo prof. Eli Prates, diretor do famoso grupo "PRISMA" que queria um hino novo para ser gravado pelo grupo. Foi a partir daí que o "Eu Não me Esqueci de Ti" se tornou um dos mais famosos hinos brasileiros dos últimos anos. Esta história foi contada pelo próprio Jáder num encontro de músicos promovido pelo Ministério Jovem das Associações de São Paulo na Igreja Central Paulistana, no ano de 1993.


QUEREMOS DAR LOUVOR (hino 497 do Hinário Adventista)

Este inspirador hino, em verdade uma oração cantada, foi composto por Ariney de Oliveira, para o Campori de Desbravadores da Divisão Sul Americana, realizado no Parque de Exposições de Ponta Grossa, Pr., em janeiro de 1994. Naquela ocasião eu era o responsável pela programação musical do evento. Fui à casa dos pais da Alessandra, esposa do Ariney, e durante um gostoso jantar, conversamos sobre a música especial que pretendíamos usar antes dos sermões para os adolescentes. Deveria ser uma composição capaz de atrair o inquieto auditório adolescente ao mesmo que tempo que deveria criar o clima para a adoração e o estudo da Bíblia. Menos de um mês depois me encontrei com o querido casal de músicos em uma sala da Igreja Central Paulistana. Alí ele foi ao piano e acompanhou a esposa que cantou esta música. Todos entendemos que mais uma vez Deus havia usado Seus instrumentos humanos para produzir algo inspirador. A composição entrou na coletânea do evento, uma versão em espanhol também foi publicada, e, desde então, ela se tornou um dos mais queridos cânticos dos Jovens Adventistas. 


TUA CRUZ EU TOMO (hino 328 do Hinário Adventista)

Henry Francis Lyte nasceu em 1 de junho de 1793, em Ednam, Escócia; ele era órfão e estudou como aluno bolsista no Colégio Trinity, em Dublin. Durante um tempo pensou em fazer medicina e posteriormente mudou para Teologia. Após formar-se, serviu em várias paróquias na Irlanda e Inglaterra, incluindo a paróquia Marazion, em Cornwall, onde passou por uma grande mudança espiritual.

Em 1823 Lyte tornou-se pastor em uma pequena vila de pescadores ¾ Lower Brixham, em Devonshire, Inglaterra ¾ onde ficou por 24 anos até seu falecimento em 1847. Quando o Rei Guilherme IV visitou Brixham, ficou tão encantado com a recepção que a igreja lhe ofereceu que deu a casa em Berry Head, que dava vista para Torbay, a Lyte como sua residência. Aí foi escrita a maioria de seus hinos, muitos tirados das coleções de suas poesias. Lyte dedicou-se inteiramente a esse rude povo do mar. Em certa ocasião ele tinha cerca de 800 crianças na escola dominical, com cerca de 70 professores. Devido à sua vida muito atarefada, sua saúde debilitou-se e, a despeito de ir a Riviera para recuperar-se de uma tuberculose, morreu em Nice, no dia 20 de novembro de 1847, aos 54 anos. O Hinário Adventista contém outros dois hinos de Lyte.

O tema deste hino se encaixa na experiência de Anne Maxwell, filha de um clérigo anglicano, que foi forçada a deixar seu lar por haver-se unido à Igreja Metodista. Tempos depois ela casou-se com Lyte.

"Tua Cruz Eu Tomo" foi incluído em todos os principais hinários adventistas desde que foi compilado por Tiago White, em 1849. Em pelo menos duas ocasiões, nas cartas escritas por Ellen White, ela cita as duas primeiras linhas do hino. (Carta 109, 1890 e Carta 32, 1895). Esta última carta foi escrita a uma desalentada irmã que necessitava de encorajamento. Ellen White lhe disse:

"Cada um de nós tem sua cruz a levar; mas levemo-la após Jesus, sentindo-nos altamente honrados de segui-Lo e de cantar enquanto prosseguimos, `Tua cruz, Senhor, eu tomo para andar no teu querer.'" ¾ Carta, 32, 1895.

Sendo que nossos primeiros hinários adventistas não incluíam a música, apenas palavras, não se sabe que melodia os pioneiros originalmente usaram quando cantaram o hino. Contudo, desde que foi publicado pela primeira vez o Hymns and Tunes, em 1886, a melodia ELLESIDE, que dizem haver sido escrita por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), tem sido usada. A melodia foi publicada em 1831 com apenas duas partes, uma melodia e um grave; Hubert Platt Main completou a harmonia em 1873. 
¾ Adaptado de Wayne Hooper e Edward E. White, Companion to the Seventh-day Adventist Hymnal, pág. 48, 345 e 346. Usado com permissão.


QUANDO FOR CHAMADO (hino 434 do Hinário Adventista)

O professor Black dirigia suas aulas de religião na Escola Dominical de sua igreja e sempre fazia a chamada do nome dos alunos. Sempre atencioso, tinha uma preocupação especial como uma pequena menina carente e com problemas familiares. Certa manhã, ao fazer a chamada, percebeu a falta de sua querida aluninha. Uma forte impressão ficou em sua mente, enquanto pensava no dia do Juízo em que os livros de Deus serão abertos e os nossos nomes serão chamados. Com esta impressão ele voltou para casa, sentou-se ao piano e compôs este lindo hino de uma só vez. Nele está expressa a certeza de que um dia Deus lerá o seu livro de chamada, todos nós seremos como alunos, e o desejo de todos é que sejamos aprovados no exame final, sem que ninguém esteja ausente.

 Frances Jane "Fanny" Crosby

1820-1915

Entre as histórias de autores de hinos evangélicos, nenhuma história é tão impressionante como a de Fanny Jane Crosby. Apesar da sua deficiência física, foi uma mulher de extraordinária capacidade e de uma fé inabalável. Entre poemas e hinos que escreveu calcula-se que pode chegar a nove mil, o que faz dela um dos maiores nomes entre os escritores de hinos da história da igreja.

Fanny Jane nasceu em 24 de março de 1820 no condado de Putnam em Nova York. Pouco depois disso veio a falecer seu pai. Quando tinha apenas seis semanas de vida ficou cega por causa de um erro medico. Esta deficiência lhe acompanhou o resto de sua vida, mesmo assim Fanny não se deixava abalar pelo problema. Sua convicção cristã não lhe permitia a melancolia. Esta certeza está nas letras dos seus hinos. Ela também já desde sua infância dizia que tinha um pedido para o seu Criador. Ao entrar no céu, o primeiro rosto que ela gostaria de ver, era o do seu Salvador. Certamente Deus lhe atendeu a oração. A perspectiva mais acertada para uma pessoa assim, seria o fracasso. Mas não para esta menina, que se tornaria a mulher mais famosa da hinódia norte-americana. Chegou a ser muito conhecida por cinco presidentes dos Estados Unidos. Aos oito anos demonstrava seu futuro brilhante, quando já escrevia poemas. Aos quinze anos ingressou numa escola para cegos em Nova York, onde voltou depois para lecionar e passou o resto da sua vida. Nesta escola encontrou Alexandre Van Alstyne um músico, com quem se casou aos 38 anos, que também era cego.

É verdade que, destes quase nove mil poemas e hinos, muitos não tiveram grande qualidade literária. Por isso não foram preservados. Mas muitos deles se tornaram clássicos e continuam até hoje entre os mais queridos e já consolaram milhões de pessoas. É notável a grande facilidade que Fanny tinha em escrever. Algumas canções surgiam em poucos minutos. Nos primeiros anos escrevia apenas poemas seculares. Seus poemas que se tornaram hinos evangélicos vieram mais tarde. E vieram com muita oração. Ela mesma admitiu que antes de escrever um hino sempre se ajoelhava para orar.

Fanny não tinha habilidades musicais. Seu dom era escrever poemas. Muitos destes poemas foram convertidos em musica por músicos do seu tempo que podemos citar alguns, entre eles:

William Howard Doane

William B. Bradbury

Robert Lowry

Ira David Sankey

As melodias acrescentadas aos poemas fizeram com que eles entrassem para história. Dentre os seus hinos destacam-se os seguintes e constam nos seguintes hinários:

 

v     A Deus demos glória: Hinos para o Culto Cristão 228, Cantor Cristão 15, Novo Cântico 42, Salmos e Hinos 233.

v     Junto a Ti: Hinos para Culto Cristão 375, Cantor Cristão 286, Salmos e Hinos 359.

v     Que segurança: Hinos para Culto Cristão 417, Cantor Cristão 375, Louvai ao Senhor 107: Novo Cântico 144, Salmos e Hinos 409.

v     Quero estar ao pé da cruz: Hinos para Culto Cristão 395, Cantor Cristão 289, Novo Cântico 107, Salmos e Hinos 362.

v     Quero o Salvador comigo: Hinos para Culto Cristão 347.  

 

Fanny Jane faleceu em 12 de fevereiro de 1915 em Bridgeport, Connecticut.

 

 

Paul Gerhardt

 

 

Paul Gerhardt (1607-1676)

 

O maior poeta luterano de todos os tempos é, sem dúvida, Paul Gerhardt, um homem que sentiu na própria carne os horrores da guerra dos trinta anos. (Sobre a Guerra dos Trinta anos veja em Musica e Igreja). A guerra dos Trinta Anos havia terminou em 1648. No entanto, a epidemia, a fome, a desnutrição, a pobreza, e enfim, a morte, foram conseqüências que continuaram por muitos anos. Paul Gerhardt viveu neste contexto. Gerhardt nasceu em 12 de Abril de 1607. Enquanto a guerra desolava a Alemanha, Paul Gerhardt concluía seus estudos de teologia na universidade de Wittenberg. A dura realidade da guerra o impediu de assumir logo o pastorado, o que lhe dificultou mais ainda ganhar o pão para sobrevivência. Mas foi nesta triste situação que começou a brotar o seu dom da poesia. Já em 1647 o músico Johann Crüger publicou o hinário "Praxis Pietatis Melica" (Música de Prática Piedosa), no qual já continham 18 hinos de Paul Gerhardt, dos quais o povo se agradou muito. Seu primeiro ministério assumiu em 1651 em Mittelwalde. Em 1655 casou com Anna Maria Berthold, cujo primeiro fruto deste casamento, uma filha, morreu na infância. Em 1557 recebeu chamado para Berlim. Além de renomado poeta, Paul é também reconhecido como um grande pregador. Seus sermões atraíam muita gente aos cultos.

Além de todo o dilema da guerra, no qual viveu, por volta de 1662, começaram para ele os anos de maior luta. O eleitor Friederich Wilhelm da Prussia, aderiu ao calvinismo e forçou uma união entre luteranos e calvinistas. A tentativa de chegar a um acordo não aconteceu. Paul Gerhadt foi um dos braços fortes dos teólogos luteranos na resistência. Foi, principalmente, através dos hinos, que Paul Gerhardt manteve a posição doutrinária luterana contra o calvinismo. Dois anos após, o eleitor Friederich, vendo seu plano frustrado, decretou que, os pregadores tanto luteranos como calvinistas pregassem a mesma doutrina, obviamente calvinista. Paul Gerhardt, fiel aos princípios da doutrina luterana recusou-se a obedecer ao decreto e por isso, foi forçado a abandonar o ministério e inclusive foi proibido de dar atendimento pastoral em sua própria casa.

Em meio a este dilema, Gerhardt ainda suportou a morte de mais um filho e em seguida a morte da esposa, ficando sozinho com um filho de seis anos. Em vida perdeu quatro dos cinco filhos que tinha. Enquanto a sua esposa estava gravemente enferma, ele leu para ela as palavras do Sl. 37. 5 "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará". Essas palavras o inspiraram a escrever o hino "Entrega o teu caminho” (Hinário Luterano, 424). Em 1668 foi chamado para Lübben, onde ficou até a morte em 7 de Junho de 1676.

Paul Gerhardt escreveu 123 hinos. Na maioria são extensos com várias estrofes. Sua poesia é de um talento incontestável. A linguagem é simples, porém, os conteúdos são profundos. Sua experiência de vida e seu exemplo de fé estão fortemente marcados neles. O conteúdo deles está firmado na doutrina da justificação pela fé e expressam uma convicção cristã muito sincera e uma teologia cristocêntrica. Milhões de pessoas foram consoladas através dos seus hinos.

 

 

Ao contemplar a rude cruz"

Primeiras estrofes:

"When I survey the wondrous cross
"Ao contemplar a rude cruz

on which the Prince of glory died,
em que por mim morreu Jesus,

my richest gain I count but loss,
minha vaidade e presunção

and pour contempt on all my pride".
eu abandono em contrição".

Título original: "When I survey the wondrous cross"

 

 

 

Autor - Letra original inglesa: Isaac Watts

 

 

 

 

Tradutores - Letra portuguesa:

 

Justus Henry Nelson

 

 

Manoel da Silveira Porto Filho

 

 

 

Werner Kaschel

 

 

Músicas - Canto Gregoriano, "Rockingham", "Hamburg"

 

 

Arranjador - Lowell Mason

 

 

Harmonizador - Edward Miller

 

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

CC, n°.90 - SH, n°.109, - TH, n°.474 - HCC, n°.127 - TBH, n°.144 - NC, n°.262

  

Histórico: A primeira publicação da letra deste hino, escrito por Watts, considerado "o pai da hinodia inglesa", ocorreu, em Londres, em 1707 ("Hymns and Spiritual Songs") e 1709 (com alterações). "Hamburg" foi arranjada por Mason em 1824 e publicada em 1825 na "The Boston Handel and Haydn Society - Collection of Church Music", com a informação de ter sido baseada num cântico gregoriano.

  

Referência bíblica: Gálatas 6:14.

 

"Ao Deus de Abraão louvai"

Primeiras estrofes:

"The God of Abraham praise, 
"Ao Deus de Abraão louvai,

all praised be His name, 
do vasto céu, Senhor,

who was, and is, and is to be, 
eterno e poderoso Pai

for aye the same! 
e Deus de amor.

The one eternal God, 
Imenso é Seu poder,

ere aught that now appears; 
que terra e céu criou.

The First, the Last: beyond all
Louvor minha alma vai render

tho’t His timeless years!"
ao grande Eu Sou".

Título original: "The God of Abraham praise"

 

 

Autor - Letra original hebraica: Daniel bem Judah

 

 

 

Tradutores - Letra inglesa:Thomas Olivers, Max Landsberg e Newton Mann.

Tradutor - Letra portuguesa: Robert Hawkey Moreton.

 

Músicas - Canto Gregoriano, "Rockingham", "Hamburg"

 

 

Compositor - Música: melodia tradicional, transcrita por Meyer Lyon.

 

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

CC, n°.14 - SH, n°.232 - HE, n°. 105 - TH, n°.401, HCC, n°.14 - TBH, n°.34 - NC, n°.21

  

Histórico: Este hino é uma versão metrificada da "Yigdal", doxologia dos 13 artigos da fé hebraica, elaborada no século 12 pelo erudito Moisés Maimonides.

A forma metrificada é usualmente atribuída a Daniel bem Judah, poeta hebraico do século 15. Thomas Olivers, pregador itinerante metodista, em 1770 ouviu a "Yigdal" numa sinagoga de Londres e fez a versão poética inglesa.

Max Landsberg, rabino de Rochester, New York, pediu ao seu amigo Newton Mann, pastor da Primeira Igreja Unitariana nessa cidade, para elaborar uma tradução mais fiel ao original hebraico; essa tradução não se adaptou à métrica da melodia "Leoni", que, por sua vez, é atualmente uma versão da melodia, composta no século 17 e harmonizada no século 19, que tinha sido transcrita por Meyer Lyon (Meier Leoni), cantor da sinagoga londrina.

 

"Bem junto à cruz de Cristo"

Primeiras estrofes:

"Beneath the cross of Jesus
"Bem junto à cruz de Cristo

I fain would take my stand,
eu quero me abrigar,

the shadow of a mighty rock
à sombra de uma rocha

within a weary land; 
que possa me alentar.

a home within the wilderness,
Aragem no deserto,

A rest upon the way,
na estrada, um doce lar

from the burning of the noontide heat
que os fardos ameniza

and the burden of the day".
e o sol faz refrescar".

Título original: "Beneath the Cross of Jesus"

 

 

Autor - Letra original inglesa: Elizabeth Cecilia Douglas Clephane

 

 

 

Tradutor - Letra portuguesa: João Wilson Faustini

Compositor - Música: Frederick Charles Maker

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

SH, n°.421 - TH, n°.498 - HCC, n°.134 - TBH, n°.291 - NC, n°.263

  

Histórico: Elizabeth Clephane escreveu a letra do hino em 1868, que foi publicada, postumamente, na revista "Family Treasure" (1872). A melodia foi composta por Frederick Maker e publicada no suplemento da coleção "Bristol Tune Book" (1881).

Referência bíblica: Gálatas 6:14.

 

Assuntos:

1) a cruz, sombra de uma rocha em terra deserta (Isaías 32:2)

 

2) a cruz, um lar na estrada (Jeremias 9:2)

 

3) a cruz, uma pausa para descanso no caminho (Isaías 28:12).

 

"Benditos laços são"

Primeiras estrofes:

"Blest be the tie
"Benditos laços são

that binds our hearts in Christian love; 
os do fraterno amor,

the fellowship of kindred minds
que nesta santa comunhão

is like to that above". 
nos unem ao Senhor".

Título original: "Blest be the tie"

 

 

Autor - Letra original inglesa: John Fawcett

 

 

 

Tradutor - Letra portuguesa: Alfredo Henrique da Silva

 

Compositores - Músicas:

1) atribuída a Johann Georg Nageli

 

 

2) Frederick Alexander Mann

 

Arranjador: Lowell Mason.

 

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

CC, n°.379 - SH, n°.431 - HCC, n°.563 - TBH, n°.387 - NC, n°.183

  

Histórico: Este hino foi escrito por John Fawcett, pastor batista inglês.

Em 1772, depois de poucos anos de trabalho pastoral, ele foi chamado a Londres para suceder o falecido Dr.Gill, no pastorado da igreja batista na Carter’s Lane. Seu sermão de despedida tinha sido pregado perto de Wainsgate; sua mobília e biblioteca foram colocadas em carroças. Os membros da igreja o rodearam. Emocionados com a tristeza das ovelhas que estavam deixando, Fawcett e sua esposa sentaram-se sobre caixotes e choraram amargamente. A esposa perguntou: "Acharemos uma congregação que nos amará e ajudará como esta?". Fawcett respondeu: "Apenas pensei numa casa melhor para a família, num salário maior e numa cidade mais importante". Então, descarregaram as carroças e puseram tudo nos lugares onde as coisas estiveram.

Em 1782, o hino foi publicado na coletânea "Hymns Adapted to the Circumstances of Public Worship", de Fawcett. Depois de ter escrito o hino, Fawcett permaneceu em Wainsgate mais 45 anos, até a sua morte em 1817.

Lowell Mason arranjou a melodia "O selig, selig, wer vor dir" constante do "Christeliches Gesangbuch", de Johann Georg Nageli, que foi introduzida em 1845 no "The Psaltery", coleção editada por Mason.

 

"Castelo forte é nosso Deus"

Primeiras estrofes:

"A mighty fortress is our God, 
"Castelo forte é nosso Deus,

a bulwark never failing; 
escudo e boa espada.

our helper, He, amid the flood
Com Seu poder defende os Seus,

of mortal ills prevailling: 
a Sua igreja amada.

For still our ancient foe
Com força e com furor

doth seek to work us woe; 
nos prova o Tentador,

his craft and power are great, 
com artimanhas tais

and, armed with cruel hate, 
e astúcias infernais,

on earth is not His equal". 
que iguais não há na terra".

Títulos originais:

1) "Ein feste Burg" (alemão)

 

 

2) "A mighty fortress is our God" (inglês)

 

 

Autor - Letra original alemã: Martin Luther

 

Tradutor - Letra portuguesa: Jacob Eduardo von Hafe

 

 

Compositor - Música: Martin Luther

 

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

CC, n°.323 - SH, n°.640 - HE, n°.206 - TH, n°s.687 e 688 - HCC, n°.406 - TBH, n°.8 - NC, n°.155 - HCN, n°.423

  

Histórico: O texto (inspirado pelo Salmo 46) e a melodia de Martin Luther foram publicados na coletânea "Geistliche Lieder" (1529), de Joseph Klug, em Wittenberg. Lutero restaurou a prática do canto congregacional, escrevendo hinos na língua alemã e compondo melodias que poderiam atrair o gosto popular. No canto congregacional, as mulheres, que, desde o século VI, estavam proibidas, foram admitidas a cantar com os homens.

Referência bíblica: Salmo 46.

Assuntos:

1)

meditação, no meio de artimanhas e astúcias infernais, neste mundo cheio de demônios;

 

2)

coragem, porque Deus é um castelo forte para refúgio.

 

"Em Jesus amigo temos"

Primeiras estrofes:

"What a friend we have in Jesus, 
"Em Jesus amigo temos,

all our sins and griefs to bear! 
mais chegado que um irmão.

What a privilege to carry
Ele manda que levemos

everything to God in prayer! 
tudo a Deus em oração.

Oh, what peace we often forfeit, 
Oh, que paz perdemos sempre!

Oh, what needless pain we bear
Oh, que dor no coração,

all because we do not carry
só porque nós não levamos

everything to God in prayer!" 
tudo a Deus em oração!".

Título original: "What a friend we have in Jesus"

Autor - Letra original inglesa: Joseph Medlicott Scriven

 

Tradutores - Letra portuguesa:

Kate Stevens Crawford Taylor e

 

 

Robert Hawkey Moreton

 

 

Compositor - Música: Charles Crozat Converse

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

CC, n°.155 - SH, n°.140 - HE, n°.386 - HCC, n°.165 - TBH, n°.182 - NC, n°.159 - HCN, n°.082

  

Histórico: Este hino foi escrito em 1855 por Joseph Scriven, no Canadá, e remetido para sua mãe, na Irlanda, para confortá-la. Um amigo, durante uma visita, notou os versos e convenceu Scriven a publicá-los. A melodia foi composta em 1868 por Charles Converse. Letra e música em 1875 foram incluídos no primeiro volume da coleção "Gospel Hymns", editada por Ira David Sankey.

 

"Grandioso és Tu!"

Primeiras estrofes:

"O Lord my God! 
"Senhor, meu Deus,

When I in awesome wonder 
quando eu, maravilhado, contemplo

consider all the worlds Thy hands have made, 
a Tua imensa Criação, o

I see the stars, I hear the rolling thunder, 
céu e a terra, os vastos oceanos,

Thy power thro’out the universe displayed." 
fico a pensar em Tua perfeição".

Títulos originais:

1) "O store Gud" (sueco)

 

 

2) "How great Thou art" (inglês)

 

 

Autor - Letra original sueca: Carl Boberg

 

Tradutores -

Letra inglesa:

Stuart K. Hine (1948)

 

Letras portuguesas:

Nathanael Emmerich (1959)

 

 

Manoel da Silveira Porto Filho (1961)

 

 

Paulo de Tarso Prado da Cunha (1964)

 

Compositor - Música: melodia folclórica sueca

 

 

Arranjador: Ralph Manuel

 

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

SH, n°.65 - HCC, n°.52 - TBH, n°.10 - NC, n°.26 - HCN, n°.007

  

Histórico: Em 1886, Carl Boberg escreveu a letra deste hino, que foi publicada, em 1891, no semanário sueco "Sanningsvittnet" (Testemunho da Verdade). Stuart Hine, depois de mais de dez anos, terminou, em 1948, a tradução da letra para a língua inglesa.

Referências bíblicas: 1o.Samuel 12:24 e Neemias 9:6.

 

"Jesus, sempre Te amo"

Primeiras estrofes:

"My Jesus, I love Thee, I know Thou art mine; 
"Jesus, sempre Te amo, porque sei que és meu;

For Thee, all the follies of sin I resign; 
feliz eu Te rendo louvor que é só Teu.

my gracious Redeemer, my Savior art Thou; 
Meu Mestre divino, Senhor e meu Rei,

if ever I loved Thee, my Jesus, ‘tis now". 
a Ti, ó meu Cristo, me submeterei".

Título original: "My Jesus, I love Thee"

Autor - Letra original inglesa: William Ralph Featherstone

Tradutor - Língua portuguesa: Salomão Luiz Ginsburgv

Compositor - Música: Adoniram Judson Gordon

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

CC, n°.303 - HCC, n°.62 - TBH, n°.210

  

Histórico: Com apenas 16 anos de idade, William Ralph Featherstone em 1862 escreveu a letra deste hino, que foi publicada no "The London Hymn Book" (1864) e no "The Northwestern Hymn Book" (1868). A melodia "Gordon" foi composta por Adoniram Judson Gordon e publicada em "The Service of Song for Baptist Churches" (1876).

Referências bíblicas: João 21:15 e 1a.João 4:19.

Assuntos:

O crente ama a Jesus, porque:

 

1) foi amado primeiro por Jesus;

 

2) Jesus comprou no Calvário o perdão do pecado;

 

3) Jesus sofreu a humilhação pelo pecador.

 

"Louvai ao Deus da Criação"

Primeiras estrofes:

"Sing praise to God who reigns above, the God of all creation, 
"Louvai ao Deus da criação por toda a eternidade. 
O

the God of power, the God of love, the God of our salvation; 
grande autor da salvação é Deus de santidade!

 

with healing balm my soul He fills, 
Com Seu poder, com Seu amor,

and every faithless murmur stills: 
dá nova vida ao pecador:

To God all praise and glory!" 
a Deus, louvor e glória!".

Títulos originais:

"Sei Lob und Ehr dem hochsten Gut" (alemão)

 

 

"Sing praise to God who reigns above" (inglês)

 

 

Autor - Letra original alemã: Johann Jakob Schutz

 

Tradutores -

Letra inglesa: Frances Elizabeth Cox

 

 

Letra portuguesa: João Soares da Fonseca

 

 

Música: medieval, "Mit freuden zart", aproveitada no "Kirchengesange" (1566) dos "Irmãos Boêmios"

 

 

Harmonizador: Maurice F.Bell

 

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

TH, n°.408 - HCC, n°.50 - TBH, n°.20

  

Histórico: A letra original foi publicada no "Christliches Gedenkbuchlein" (1675), de Johann Jakob Schutz. A tradução inglesa de Frances Cox foi publicada em "Lyra Eucharistica" (1864) e "Hymns from the German" (1864), na Inglaterra, e no "Hymn book for the Use of Evangelical Lutheran Schools and Congregations" (1879), nos Estados Unidos da América.

Referência bíblica: Salmo 95:1 e 3.

 

"Mais perto quero estar"

Primeiras estrofes:

"Nearer, My God, to Thee, nearer to Thee
"Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!,

Even tho’it be a cross that raiseth me; 
Mesmo que seja a dor que me una a Ti!

Still all my song shall be, 
Sempre hei de suplicar:

nearer, my God, to Thee!. 
mais perto quero estar,

Nearer, my God, to Thee, nearer to Thee! 
mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"

 

Título original:

"Nearer, my God, to Thee"

 

 

Autor - Letra original inglesa: Sarah Fuller Flower Adams

 

Tradutores - Letras portuguesas:

l) João Gomes da Rocha

 

 

2) Robert Hawkey Moreton

 

Compositor - Música: Lowell Mason

 

 

Hinários para consulta:

 

 

CC, n°.283 - SH, n°.360 - HE, n°.382 - HCC, n°.399
TBH, n°.458 - NC, n°.116 - HCN, n°.384

  

Histórico: Inspirada pelo relato de Jacó (o sonho de uma escada para o céu), Sarah Adams escreveu a letra deste hino, em 1840, que foi publicada na coletânea "Hymns and Anthems" (1841), de William Johnson Fox, compilada para sua congregação unitariana na Inglaterra, e no hinário "Disciples’ Hymn Book" (1844), de James Freeman Clarke. Lowell Mason, em 1856, compôs a melodia, que foi incluída na coletânea "Sabbath Hymn and Tune Book" (1859). O texto foi cantado por ocasião do naufrágio do "Titanic", em 14 de abril de 1912 (ver: Hinologia - Dois hinos relacionados com o "Titanic").

Referências bíblicas: Gênesis 28:10-12 e Tiago 4.8.

 

"Mil línguas eu quisera ter"

Primeiras estrofes:

"O for a thousand tongues to sing
"Mil línguas eu quisera ter

my great Redeemer’s praise, 
para entoar louvor

the glories of my God and King, 
à Tua graça e ao Teu poder,

the triumphs of His grace!" 
meu Rei e meu Senhor".

Título original: "O for a thousand tongues to sing"

 

 

Autor - Letra original inglesa: Charles Wesley

 

 

 

Tradutor - Letra portuguesa: Robert Hawkey Moreton

Compositor - Música: Carl Gotthelf Glaser

Arranjador: Lowell Mason

Harmonizador: Ralph Manuel

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

SH, n°.211 - TH, n°.493 - HCC, n°.72 - TBH, n°.216

  

Histórico: Charles Wesley converteu-se em 21 de maio de 1738, num domingo comemorativo do Pentecoste. Em 1739, escreveu a letra deste hino, para comemorar sua conversão, em 19 estrofes! O hino foi publicado na coleção "Hymns and Sacred Poems" (1740). A melodia é de Carl Gotthelf Glaser (1828), arranjada por Lowell Mason (1839) e harmonizada por Ralph Manuel (1989).

Referência bíblica: Salmo 35:28.

 

"Oh, venham coroar!"

Primeiras estrofes:

"Crown Him with many crowns
"Oh, venham coroar Jesus, o Salvador,

the Lamb upon His throne; 
Cordeiro que desceu do céu, e é digno de louvor!

Hark! How the heavinly anthem drowns
Despertem, pois, irmãos, para o Redentor louvar.

all music but its own: 
Jesus por nós morreu na cruz

awake, my soul, and sing of Him who died for thee, 
e agora é Rei sem par".

And hail Him as thy matchless King thro’ all eternity".

Título original: "Crown Him with many crowns"

 

 

Autores - Letras originais inglesas:

Matthew Bridges (estrofes 1 e 4)

 

 

Godfrey Thring (estrofes 2 e 3)

 

Tradutores - Letras portuguesas:

João Wilson Faustini e

 

 

Werner Kaschel

 

 

Compositor - Música: George Job Elvey

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

TH, n°.494 - HCC, n°.195 - TBH, n°.161 - NC, n°.51

  

Histórico: Algumas estrofes da letra deste hino foram escritas por Matthew Bridges e publicadas na coletânea "Hymns of the Hearth" (1851); outras, por Godfrey Thring e publicadas em "Hymns and Sacred Lyrics" (1874). A melodia "Diademata" foi composta por George Job Elvey e publicada no apêndice de "Hymns Ancient and Modern" (1868).

Referência bíblica: Apocalípse 19:12

Assunto: Cristo é o Senhor da vida, da paz e do amor.

 

"Preciosa a graça de Jesus"

Primeiras estrofes:

"Amazing grace! How sweet the sound, 
"Preciosa a graça de Jesus,

that saved a wretch like me! 
que um dia me salvou.

I once was lost, but now am found, 
Perdido andei, sem ver a luz,

was blind, but now I see." 
mas Cristo me encontrou."

Título original: "Amazing grace! How sweet the sound"

Autor - Letra original inglesa: John Newton

Tradutor - Letra portuguesa: João Wilson Faustini

Música: "New Britain"

Arranjador: Edwin Othello Excell

Harmonizador: Austin Cole Lovelace

 

Hinários para consulta:

 

 

 

TH, n°.671 - HCC, n°.314 - TBH, n°.330

  

Histórico: O hino de John Newton, ex-comerciante de escravos, foi publicado na coletânea "Olney Hymns" (1779), em Londres, e em "The Psalms of David with Hymns and Spiritual Songs" (1789), em New York. A melodia "New Britain" foi extraída da "Southern Harmony", de William Walker (1835). O arranjo de Edwin Othello Excell foi incluído em "The New Evangel" (1911) e "The World Evangel" (1913), coletâneas de Robert H. Coleman.

Referências bíblicas: João 9:25 e Salmo 66:16.

 

"Santo! Santo! Santo!"

Primeiras estrofes:

"Holy, holy, holy! Lord God Almighty! 
"Santo! Santo! Santo! Deus onipotente!

Early in the morning our song shall rise to Thee; 
Cedo, de manhã, entoamos Teu louvor.

Holy, holy, holy, merciful and mighty! 
Santo! Santo! Santo! Nosso Deus triúno,

God in three Persons, blessed Trinity!" 
és um só Deus, excelso Criador".

Título original: "Holy, Holy, Holy!"

Autor - Letra original inglesa: Reginald Heber.

Tradutor - Letra portuguesa: João Gomes da Rocha

Compositor - Música: John Bacchus Dykes

 

Hinários para consulta:

 

 

 

CC, n°.9 - SH, n°.247 - HE, n°.104 - TH, n°.362
HCC, n°.2 - TBH, n°.2 - NC, n°.11

  

Histórico: A letra deste hino foi escrita por Reginald Heber e publicada nas coletâneas "A Selection of Psalms and Hymns of the Parish Church of Banbury" e "Hymns Written and Adapted to the Weekly Church Service of Year". A melodia "Nicaea" foi composta por John Bacchus Dykes e publicada em "Hymns Ancient and Modern" (1861).

Referências bíblicas: Isaías 6:3 e Apocalípse 4:8.

 

"Saudai o nome de Jesus"

Primeiras estrofes:

"All hail the power of Jesus’ name
"Saudai o nome de Jesus.

Let angels prostrate fall, let angels prostrate fall; 
Arcanjos, vos prostrai, arcanjos, vos prostrai,

bring forth the royal diadem," 
Filho do glorioso Deus,"

Título original: "All hail the power of Jesus’ name"

 

Autores - Letras originais inglesas:

Edward Perronet (estrofes 1 e 2)

 

 

John Rippon (estrofes 3 e 4)

 

 

Tradutor - Letra portuguesa: Justus Henry Nelson

 

Compositores - Músicas:

William Shrubsole ("Miles Lane")

 

 

Oliver Holden ("Coronation")

 

 

James Ellor ("Diadem")

 

Hinários para consulta:

 

 

CC, n°.60 - SH, n°.231 - HE, n°.130 - TH, n°s.450 e 451 
HCC, n°s.56 e 59 - TBH, n°s.200, 201 e 202 - NC, n°.52 
HCN, n°.060

  

Histórico: Edward Perronet publicou a primeira estrofe do hino no "Gospel Magazine" (novembro de 1779), de Augustus Toplady. O texto completo foi publicado na edição de abril de 1780 da mesma revista.

A melodia "Miles Lane" foi composta em 1779 por William Shrubsole. A melodia "Coronation", de Oliver Holden, foi impressa em sua coletânea "Union Harmony" (1793). A melodia "Diadem", de James Ellor, por último, foi composta em 1838.

Referências bíblicas: Filipenses 2:9-11 e Apocalípse 5:12.

 

"Se paz a mais doce"

Primeiras estrofes:

"When peace, like a river, attendeth my way, 
"Se paz a mais doce eu puder desfrutar,

when sorrows like sea billows roll; 
se dor a mais forte sofrer;

whatever my lot, Thou hast taught me to say, 
oh, seja o que for, Tu me fazes saber

it is well, it is well with my soul". 
que feliz com Jesus sempre sou!".

Título original: "It is well with my soul"

Autor - Letra original inglesa: Horatio Gates Spafford.

Tradutor - Letra portuguesa: William Edwin Entzminger

Compositor - Música: Philip Paul Bliss

 

Hinários para consulta:

 

 

 

CC, n°.398 - HCC, n°.329 - TBH, n°.410 - NC, n°.108

  

Histórico: Histórico: Em 1873, Horatio Gates Spafford, presbiteriano e advogado em Chicago, com sua esposa e suas quatro filhas planejou uma viagem para descanso na Europa. Mas problemas de negócios imprevistos forçaram Spafford a adiar sua partida; sua esposa e as filhas viajaram em novembro de 1873; numa colisão com outro navio, o "Ville du Havre" naufragou no Oceano Atlântico, tendo morrido as filhas e sido resgatada a esposa, que enviou uma mensagem telegráfica para Spafford: "Saved alone" (Salva, sozinha). Spafford escreveu a letra deste hino quando outro navio, que o transportava para a Inglaterra, chegou perto do local da tragédia.

Em 1876, Philip Paul Bliss, que musicou a letra de Spafford, ia com a esposa para Chicago de trem, que caiu de uma ponte e incendiou-se.

Na tentativa de resgatar sua esposa, Bliss morreu afogado no rio.

Horatio e a esposa em 1881 foram morar em Jerusalém, onde tiveram sua quinta filha, Bertha Spafford Vester, que fundou um lar para cranças abandonadas.

Anne Grace Lind, neta de Spafford, guardou a quinta estrofe do hino, descoberta em 1995, com o seguinte texto:

"Prá mim só importa Cristo prá viver. 
Se o Jordão ameaçar me afogar. 
Oh! Não sofrerei, pois, na morte e na vida, 
Tu me darás Tua paz!" 
(ver: "O Batista Pioneiro", março de 1996; 
"Notícias de Israel", n°.11/95).

 

"Tempo de ser santo"

Primeiras estrofes:

"Take time to be holy, speak oft with thy Lord; 
"Tempo de ser santo, tu deves tomar,

abide in Him always, and feed on His Word: 
viver com teu Mestre, Seu livro estudar,

make friends of God’s children, help those who are weak; 
andar com Seu povo, e aos fracos valer,

forgetting in nothing His blessing to seek". 
as bênçãos celestes de Deus sempre obter".

Título original: "Take time to be holy"

Autor - Letra original inglesa: William Dunn Longstaff

Tradutor - Letra portuguesa: Salomão Luiz Ginsburg

Compositor - Música: George Coles Stebbins

 

Hinários para consulta:

 

 

 

CC, n°.176 - SH, n°. 354 - HE, n°.283 - TBH, n°.446 - NC, n°.131

  

Histórico: Cerca de 1882, William Dunn Longstaff, rico proprietário inglês de navios, escreveu a letra deste hino, depois de ouvir um sermão baseado na Primeira Epístola da Pedro, 1:16. Longstaff deu o texto para Ira David Sankey, que encomendou a George Coles Stebbins a composição da música. O hino foi publicado em 1883 na coletânea "Sunny Side Songs for the Sunday School", de William H. Doane. George Stebbins compôs a melodia "Holiness" enquanto participava de reuniões e conferências na Índia.

Ele encontrou o esquecido poema de Longstaff entre os seus papéis.

A composição foi remetida para Ira David Sankey, que estava em New York. O texto e a melodia foram publicados em 1891 na coleção "Winnowed Songs for Sunday School", de Sankey.

Referências bíblicas: Levítico 19:2.

 

"Tu és fiel, Senhor"

Primeiras estrofes:

"Great is Thy faithfulness, o God, my Father, 
"Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste,

there is no shadow of turning with Thee; 
pleno poder aos Teus filhos darás.

Thou changest not, Thy compassions, they fail not; 
Nunca mudaste, Tu nunca faltaste:

as Thou hast been, Thou forever wilt be". 
tal como eras, Tu sempre serás".

Título original: "Great is Thy faithfulness"

Autor - Letra original inglesa: Thomas Obediah Chisholm

 

Tradutores - Letra portuguesa:

Joan Larie Sutton,

 

 

Lídia Bueno e

 

 

Hope Gordon Silva.

 

 

Compositor - Música: William Marion Runyan

 

Hinários para consulta:

 

 

 

HCC, n°. 25 - TBH, n°.54 - NC, n°.32 - HCN, n°.080

  

Histórico: Thomas Obediah Chisholm escreveu a letra e William Marion Runyan compôs a melodia deste hino, que foram publicadas na coletânea "Songs of Salvation" (1923).

Referências bíblicas: Lamentações 3:22 e 23.

 

"Vem, Senhor, do bem a fonte"

Primeiras estrofes:

"Come, Thou fount of every blessing, 
"Vem, Senhor, do bem a fonte;

tune my heart to sing Thy grace; 
vem, celeste Redentor, ajudar-me a celebrar-Te neste canto de louvor.

streams of mercy, never ceasing, 
Tu, Jesus, por mim morreste; quero só por Ti viver.

Call for songs of laudest praise". 
Quero em todos os momentops Tuas bênçãos receber".

Título original: "Come, Thou fount of every blessing"

Autor- Letra original inglesa: Robert Robinson

Tradutor - Letra portuguesa: James Theodore Houston

Compositores: Jimmy e Carol Owens

 

Hinários para consulta:

 

 

 

SH, n°.224 - HE, n°. 299 - TH, n°.686 - HCC, n°.288 
TBH, n°.18 - HCN, n°.361

  

Histórico: Robinson escreveu a letra deste hino em 1758, que foi publicada na coletânea "A Collection of Hymns, used by the Church of Christ in Angel Alley, Bishopgate" (1759).

 

São usadas três melodias: 1) "Nettleton", extraída de "A Repository of Sacred Music" (Part II), de John Wyeth (1813); "Warrenton", melodia folclórica aproveitada na "The Sacred Harp" (1844); 3) "Owens", do casal Jimmy e Carol Owens (1974).

Referências bíblicas: 1o. Samuel 7:12.

 

 

"Vós, criaturas de Deus Pai"

Primeiras estrofes:

"All creatures of our God and King, 
"Vós, criaturas de Deus Pai,

lift up your voice and with us sing, 
todos erguei a vox, cantai:

Alleluia! Alleluia! 
Aleluia! Aleluia!

Thou burning sun with golden beam, 
Tu, sol dourado a refulgir,

Thou silver moon with softer gleam!" 
Tu, lua em prata a reluzir,"

Títulos:

"Laudato sai Dio, mio Signore" (italiano)

 

 

"All creatures of our God and King" (inglês)

 

 

Autor - Letra original italiana: Francesco de Assis

 

Tradutores -

Letra inglesa: William H.Draper

 

 

Letra portuguesa: Isaac Nicolau Salum

 

 

Música: "Lasst uns erfreuen"

 

 

Harmonizador: Ralph Vaughan-Williams

 

 

Hinários para consulta:

 

 

 

 

 

SH, n°.69 - HE, n°.129 - TH, n°.400 - HCC, n°.224 
TBH, n°.27 - NC, n°.10

  

Histórico: Francesco de Assis, em 1225, escreveu o "Cântico do Sol" ("Laudato sai Dio, mio Signore"), talvez o mais antigo dos poemas religiosos ("laudi spirituali") em língua italiana, do qual William Henry Draper elaborou uma paráfrase, publicada em sua coletânea "Hymns of the Spirit" (1926). A melodia "Lasst uns erfreuen" foi extraída do hinário católico alemão "Auserlesene Catholische Geistliche Kirchengesang" (1623) e harmonizada para o "The English Hymnal" (1906) por Ralph Vaughan-Williams.

Referência bíblica: Salmos 69:34 e 150:6.

 

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Perfeição de Amor, hc77

Por fé no seu Senhor Jesus
O crente é salvo pela cruz;
A paz com Deus, eterno bem,
E justificação obtém.

Oh, grande perfeição de amor!
Que Deus recebe em Seu favor,
A quem Lhe venha confessar
O seu estado e confiar
Em Cristo para salvação,
Com viva fé no coração.

O século dezanove parece ter sido a época de maior número de escritores de hinos evangélicos. Em “Hinos e Cânticos” constam cerca de 200 hinos; e os qu escreveram em português, tradutores ou arranjadores, são cerca de 70. Destes destacam-se, pelo número de hinos escritos, os seguintes:

Stuart Edmund Mc Nair, 157; Henry Maxwell Wrigth,95; Richard Holden, 82; William Anglin, 62 e José Ilídio Freire, 20.

Alguns destes trabalharam longos anos no Brasil, outros passaram em visita. É muito bom conhecê-los; para isso focalizamos um dos seus hinos e daremos os seus dados biográficos.

O hino que estamos a focalizar é o de nº 77, de H. C. e é de autoria do Sr.Stuart Edmund Mc Nair. Nascido na Inglaterra em 1867 e falecido no Brasil em 1959. Grande foi a actividade deste incansável servo de Deus na obra do Senhor, durante os 63 anos que batalhou pelo Evangelho no Brasil.

Calcula-se que tenha fundado mais de 40 igrejas locais, principalmente nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que foram seu principal campo de actividade. Antes de vir ao Brasil, em 1896, trabalhou em Portugal e em Espanha. Quando recebeu a chamada do Senhor para se dedicar integralmente ao Seu serviço, trabalhava como engenheiro civil. No Rio de Janeiro colaborou com um grupo de cristãos que ali se reuniam como fruto do trabalho de Richard Holden.

Em 1933 fixou residência em Teresópolis - Rio de Janeiro, onde fundou a Casa Editora Evangélica, e, então, dedicou-se mais a escrever. Entre as suas muitas obras figuram A Bíblia Explicada, o Pequeno Dicionário Bíblico, Palestras com os Meninos, Leni e seus Filhos, Cartas Ocasionais e, durante muitos anos redigiu e publicou o jornal Boletim Evangélico e a revista Biblioteca Evangélica.

Uma das características das suas obras é que, a par da sua profunda erudição, sempre usava uma linguagem simples e clara, a fim de que todos os seus ouvintes e leitores pudessem compreender o que ensinava. Podem contar-se aos milhares, os folhetos que distribuiu nas suas viagens.

Organizou várias escolas de alfabetização. Também reunia crentes que queriam progredir espiritualmente para dar-lhes mais conhecimentos bíblicos e da língua nacional.

Só a eternidade poderá declarar o que este servo de Deus, consagrado e trabalhador fez para a glória de Deus.

A música do hino acima é BEULAH LAND, de John Robson Sweney (1837-1899).

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Oração Nupcial, hc. 189

Senhor Jesus, Teus servos vêm, 
Humildes, Te rogar 
Que os noivos venhas proteger 
E muito abençoar. 
Unidos sempre em seu viver, 
Que gozem, ó Senhor, 
A Tua paz, o Teu poder 
E o Teu infindo amor.

Com Tua graça vem, Senhor, 
Seus corações encher 
E conservá-los junto a Ti, 
Fiéis ao Teu querer. 
De dia em dia seja, pois, 
O alvo do seu lar, 
A Tua glória, Salvador, 
A todos demonstrar.

O nosso “Histórico” trata hoje o hino “Oração Nupcial”, que tem o número 189 no nosso hinário HINOS E CÂNTICOS e é de autoria do irmão Luiz Soares. Aconteceu em junho de 1975, na longínqua Tupi Paulista, no interior de São Paulo, onde nosso irmão residia e trabalhava no Evangelho.

O irmão João Axford, missionário inglês que residia no lar do irmão Luiz Soares, com quem iniciou os seus estudos na língua portuguesa, enamorou-se da filha dos nossos irmãos António Rosa e Olga dos Santos, a jovem irmã Claudete, com quem veio a casar-se.

Faltando um mês para o casamento, irmão João trouxe ao irmão Luiz um hino inglês sobre o tema e pediu-lhe que o traduzisse para ser cantado na reunião matrimonial de acção de graças que desejavam realizar.

O nosso irmão aceitou a incumbência com muito prazer, mas por mais que se esforçasse, não conseguia metrificar a tradução para a música que era usada com a letra inglesa.

Entrementes os seus pensamentos seguiam noutra direcção; a letra inglesa foi ficando esquecida e uma nova poesia foi aparecendo sem nenhuma preocupação com a música. Uma vez concluído o trabalho, apresentou-o ao irmão João, o qual achou-o muito apropriado e mostrou-se muito satisfeito.

“Mas, e a música?” pergunta o irmão Axford, “o senhor compôs a música também?” “Não”, é a resposta, “a música não me ocorreu e nem dá para a fazer, pois estamos a poucos dias do casamento e ainda temos de ensinar a congregação a cantá-la”.

Então o Irmão Luiz Soares escolheu uma linda melodia inglesa antiga que coube como uma luva naquele poema. Os noivos apreciaram bastante, a congregação aprendeu-a entusiasticamente e no dia 4 de julho de 1975, naquela reunião memorável na pequena casa de oração de Tupi Paulista, quando foi invocada a bênção do Senhor sobre a união conjugal dos Seus filhos João e Claudete, foi o hino “Oração Nupcial” entoado pela primeira vez.

Após o casamento o saudoso irmão João Fritzsche, que viera especialmente para o evento e hospedara-se no lar do irmão Luiz, sugeriu-lhe, quase por brincadeira, que ele compusesse uma música para o novo hino. Este, que não é organista, sentou-se ao órgão, concentrou as energias e, absorvido no espírito daquela oração, começou a dedilhar a melodia. Irmão Fritzsche gostou imensamente e pediu ao irmão Luiz que a publicasse na nova edição de HINOS E CÂNTICOS COM MÚSICA.

Depois de harmonizá-la, o irmão Soares apresentou a letra e a música do hino à Comissão Revisora, da qual era um dos membros. Decidiu a Comissão fosse o hino publicado com as duas músicas e que a música “Nupcias” pelo autor da letra, aparecesse como primeira música.

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Vida por um olhar - hc 47

TERÁS VIDA EM OLHAR
 P'RA JESUS, SALVADOR
ELE DIZ "VIDA ETERNA EU TE DOU"
NUNCA PERECERÁS,
CRENDO EM CRISTO - O SENHOR
SEGURANÇA EM JESUS GOZARÁS.

Temos em 1 Co 1.26, que “... não foram chamados muitos sábios segundo a carne..., nem muitos de nobre nascimento”, mas assim mesmo, Deus, na Sua maravilhosa graça, visita, às vezes, tais famílias com a Sua salvação.

A família Hull, de Devon, Inglaterra, foi um exemplo dessa divina intervenção. Era uma família nobre, de nomeada tradição, que vivia em Marpool Hall, nas cercanias de Exmouth. Apesar de a antiga casa, ser substituída por um parque público, permanece ainda, naquela parte da Inglaterra, alguma memória dos Hulls, de Marpool Hall.

Amélia Matilda Hull nasceu no dia 30 de Setembro de 1812 e era a mais nova dos onze filhos de William Thomas e Harriot Hull, de Marpool Hall. Seu pai era um capitão militar aposentado. Pouca coisa se sabe da vida particular de Amélia, a não ser a história da sua conversão. Aliás, as circunstâncias daquele grande evento são tão cheias de interesse e tão inexplicavelmente ligadas ao surgimento deste amável hino, “Vida por um olhar”, que vale a pena conhecer a sua história.

Consta que Amélia ouviu o Evangelho pela primeira vez quando tinha vinte anos de idade. Um evangelista visitante armou a sua tenda próximo da casa de sua família e toda a vizinhança foi convidada a ouvir o Evangelho.

Uma noite Amélia aventurou-se a ir. Esgueirou-se na parte de trás da tenda e ouviu com bastante atenção o Evangelho de Jesus Cristo. Seu coração ficou sobremodo abalado. Quando voltou para casa contou ao seu pai onde havia estado e ele ficou furioso. Disse-lhe que ela não devia associar-se com aqueles “crentes” e que aquelas reuniões não eram dignas de alguém de posição elevada como ela. Ao mesmo tempo, proibiu-a de voltar a assistir àquelas reuniões.

Contudo, o coração de Amélia já havia recebido as gotas da água viva e ela estava sedenta por ouvir mais. Sentiu que devia voltar apesar da proibição imposta por seu pai e foi assistir à reunião seguinte. A mensagem foi baseada em João 3.14-15, onde o Senhor menciona o levantamento da serpente de metal no deserto e a cura que recebiam as pessoas que, mordidas pelas serpentes verdadeiras, levantassem o olhar para a serpente de metal. Naquela mesma noite Amélia olhou, pela fé, para o Cristo do Calvário e foi salva por toda a eternidade.

Quando regressou ao lar deparou com a fúria de seu pai. Este, com muita ira, levou-a até à biblioteca, onde repreendeu-a severamente pelo que fizera e ordenou-lhe que ali comparecesse novamente às 9 horas do dia seguinte a fim de apanhar de chicote. Amélia, muito perturbada retirou-se para seu quarto sentindo-se muito triste por ter causado dissabor a seu pai, mas ao mesmo tempo gozava profunda alegria pela salvação de Deus que inundara a sua alma.

Pela manhã, pensando nos acontecimentos do dia anterior tudo quanto se passara naquela reunião e, sobretudo, a grandiosa mensagem que ouvira e que lhe trouxera paz, sentou-se e foi deixando extravasar sobre um pedaço de papel os sentimentos do seu coração. Assim que o relógio bateu 9 horas dirigiu-se à biblioteca levando consigo o referido pedaço de papel. Lá estava seu pai e, sobre a mesa, o chicote. Ela entrou, entregou ao pai o papel e ficou esperando. O capitão W. T. Hull ficou de pé e, enquanto lia a composição de Amélia, algo extraordinário aconteceu. Uma notável mudança. O pai de Amélia sentou-se e enfiou o rosto entre as mãos. Através da leitura daqueles versos Deus falou ao coração daquele homem fazendo-o sentir-se totalmente arrasado. Desapareceu de sua mente qualquer pensamento de bater em sua filha. Pelo contrário, naquela manhã, ali na biblioteca, o capitão Hull foi ao encontro do Salvador de Amélia.

Daquele dia em diante foi efectuada uma grande transformação, não só na vida do capitão Hull, como também na vida de Marpool Hall.

Fonte sem igual - hc 29

Há uma fonte sem igual, que nos abriu Jesus;
Um secular manancial, que nasce ali na cruz.
Foi amor, divino amor, fiel, veraz, sem fim,
Aquele amor que ao Salvador
Levou à cruz por mim.

Este o hino que ficou mais gravado na história, dentre os inúmeros escritos pelo Sr. WilliamCowper, um inglês, nascido em Great Berkmpstead, Hartfordshire, a 26 de novembro de 1731.

Apesar de vir de uma família muito distinta, seu pai era pastor e seu tio, ministro da justiça, contudo teve uma vida bem acidentada. Perdeu sua mãe aos seis anos de idade e aos dez anos foi mandado para um colégio interno, onde os meninos maiores muito o maltrataram. Ele era muito tímido. É ele quem diz: "Quase todos os dias eu estava no gancho"; e vivia uma vida horrível e cheia de desapontamentos.

Quando Cowper se tornou homem escreveu uma poesia chamada "Tirocínio", na qual ele retracta bem o que um menino como ele sofre nesses colégios internos; e, as crueldades recebidas por ele, tornaram-no capaz de enfrentar mais tarde outras dificuldades.

Alguns anos mais tarde ficou doente mentalmente e aí tornou-se mais difícil os estudos para a profissão de advogado ou juiz que por longos anos procurou sem conseguir.

Nessa constante e longa luta Cowper pensou que seria impossível ser salvo. Mas, em julho de 1764, sentado no jardim de sua casa e lendo as Escrituras, foi impressionado pelas palavras de Romanos 3:24-25 "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos;"

O Espírito Santo actuou em seu coração através daquelas maravilhosas palavras e, ali mesmo, rendeu-se a Cristo, sendo salvo dos seus pecados. é ele mesmo quem conta o que aconteceu: "Não sei como, mas num momento, recebi poder para crer e o Sol da Justiça brilhou em meu coração. Vi claramente a suficiência do sacrifício feito por Cristo; o perdão através do Seu sangue; a completa e ampla justificação".

É assim mesmo. No momento em que cremos no Evangelho da nossa salvação, passamos da morte para a vida. Não leva anos, meses ou dias, para sermos salvos. No momento que olhamos para Cristo, com fé, somos feitos filhos de Deus! (João 1:12). Foi isso que trouxe paz e alegria na alma de William Cowper.

Quando já tinha 34 anos de idade e tendo sido restaurado daquela enfermidade mental, uns amigos levaram-no para sua casa e lá, com outro amigo, João Newton, escreveu e compilou vários hinos, formando um hinário chamado "Olney Hymn". Além dos 64 hinos dos quais era composto o referido hinário, William Cowper escreveu muitas outras peças mediante as quais foi considerado entre os primeiros na poesia inglesa.

Além disso ele lutou muito pela causa dos pobres e dos escravos: até os indefesos animais entraram nas suas poesias! Era, também, muito interessado em Missões Cristãs, como deve ser todo verdadeiro cristão.

Assim, entre os inúmeros hinos escritos por ele está o que hoje focalizamos e conta-se a seguinte história, muito interessante, a respeito dele:

O Sr. Cross tinha um vizinho descrente, para o qual devotou grande interesse, pois estava enfermo. Tentou, por várias vezes, visitá-lo para falar-lhe da sua vida espiritual, mas sua mulher, instruída pelo marido, recusava sempre a visita de alguém que desejasse falar-lhe de religião. Mas este amigo não desanimou em suas tentativas e logo encontrou uma saída.

Na vizinhança havia uma jovem cuja voz era mansa e expressiva. O Sr. Cross lhe disse: "Mabel, gostaria de cantar o hino 'Há uma fonte sem igual' junto àquela janela onde se encontra um homem enfermo?" Mabel ficou tão feliz em poder fazer aquele serviço para o Senhor e, o resultado foi que a esposa do vizinho enfermo ofereceu -lhe um lindo buquê de flores e, em poucos minutos, ela foi convidada a entrar no quarto; colocando o buquê sobre a mesa, começou a cantar o hino para o enfermo. Linha após linha, o hino foi entoado com toda a ternura que lhe era própria.

O enfermo ficou tão emocionado que perguntou à moça onde havia aprendido aquele hino e ela respondeu que foi na Escola Bíblica do Sr. Cross. O enfermo pediu, então, que o Sr. Cross viesse e lhe falasse. O que se passou, então, pode-se dizer em uma palavra: "Foi como um tição tirado da fogueira".

O Sr. Cowper foi ter com Cristo no dia 25 de abril de 1800, com 69 anos de idade, deixando muita saudade.

E o hino aparece nos "Hinos e Cânticos" com o número 29, na excelente tradução do também saudoso irmão Stuart Edmund Mc Nair.

A música é do famoso e apreciado cantor e compositor Ira David Sankey.

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Quão Grande és Tu ! - hc 467

Esta história começa na Suécia. Carl Boberg nasceu em Monsteras, na Costa sudoeste da Suécia, em 16 de Agosto de 1859. Seu pai era carpinteiro num estaleiro de navios, e sua casa dava bem para o estuário do rio Monsteras. Carl converteu-se aos 19 anos de idade. Num certo domingo, quando ia para a reunião, encontrou-se com alguns jovens pouco mais velhos do que ele, os quais insistiam para que fosse jogar em sua companhia e de algumas garotas amigas. Carl, que esperava encontrar, na reunião, o pregador que anteriormente tinha tocado profundamente em seu coração, e, não querendo perder o seu novo sermão, não aceitou o convite dos amigos.

A mensagem do pregador, naquele domingo, sobre o pecado e a graça foi directa ao coração de Boberg. Após a reunião, todavia, vagueou de um lado para outro sob profunda convicção de pecado, a tal ponto que, ao chegar a uma campina, caiu de joelhos e confessou-se um pecador irremediavelmente perdido. Nesse estado de espírito buscou o perdão, orando dia e noite, até que, ouvindo um menino tentando aprender de cor o versículo de João 14.13, que diz: "Tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei", a sua constante repetição fez com que ele compreendesse a verdade e assim encontrasse perdão e paz, simplesmente aceitando as palavras de Cristo.

Quatro anos mais tarde, no verão se 1885, Boberg escreveu o peoma "O Store Gud", que conhecemos agora como "Quão Grande és Tu", e que foi publicado pela primeira vez em "A Folha de Monsteras", no dia 13 de Março de 1886. De 1890 até 1916 Boberg foi editor de um semanário cristão, "Testemunho da Verdade". De 1911 até 1924 foi representante de sua cidade no Parlamento Sueco. Sofreu, porém, um derrame em 1937, que paralisou o seu lado direito, vindo a falecer em 1940.

Naquele dia quente de verão de 1885, Carl Boberg e outros da sua cidade foram a uma reunião que se realizaria a duas milhas ao sul de Monsteras. De volta para casa, desabou uma tempestade; os raios riscaram os céus e os ventos sopraram sobre as plantações. Em apenas uma hora a tempestade cessou e o arco-iris apareceu! Chegando em casa, Boberg abriu a janela e viu o estuário que ficava em frente à sua casa, como se fosse um límpido espelho. Repetiu, então, baixinho, os versos de Nicander: "Bem vinda, ó brilhante tarde; Bem vinda, calma e linda".
Da outra banda do rio ouviu o canto dos pássaros no bosque. Tinha havido um funeral naquela mesma tarde e, de longe, podia ser ouvido o repicar dos sinos, na quietude daquele entardecer. A atmosfera e a beleza da paisagem tocaram a mente poética de Boberg e ali encontrou expressões para escrever o hino que hoje conhecemos come "Quão Grande és Tu".

Em 1891, Boberg, sendo editor de um daqueles periódicos, publicou o seu hino com aquela música. No ano 1927, foi publicado em Moscou, num hinário russo, o "Kimvale" (Címbalos), com a seguinte nota: Traduzido por I.S. Prokhanoff".

É interessante notar que já em 1910 este hino havia sido traduzido para o português, pelo ilustre hinólogo Dr. João Gomes da Rocha, tradutor de inúmeros hinos, e foi publicado no hinário "Louvores", em 1938, pelo Centro Brasileiro de Publicidade Ltda. Esta tradução constava de dez estrofes e coro (Se os Hinos Falassem, Vol.1).

Em 1907 apareceu uma versão em alemão, feita por Manfred Von Glehn, residente na Estônia. Mas em 1927, outro pregador russo, Ivan S. Prokhanoff, conhecido como o "Martinho Lutero da Rússia moderna", publicou uma versão em russo, a qual foi incluída no hinário chamado "Címbalos", uma colecção de hinos traduzidos de várias línguas.

Em 1923, o inglês Stuart Keene Hine, um dos nossos mais dinâmicos e dedicados missionários, deixou a Inglaterra, a sua terra natal e foi com sua esposa anunciar o Evangelho na Ucrânia.

Ali conheceram a versão russa de '' Grandioso és Tu", logo que foi publicado por Ivan S. Prokhanoff. O Sr Hine e sua esposa não sabiam, ainda, que o mesmo havia sido escrito originalmente em sueco. Eles apenas recordam-se de que o cantavam em dueto em campanhas evangelísticas.

Na pequena vila mais próxima das montanhas, na qual o autor subiu, ali mesmo ele pôs-se em pé na rua, cantou um hino Evangélico e leu, em voz alta, o capítulo três do Evangelho segundo João. Entre os atenciosos ouvintes que se aproximaram estava o mestre-escola (professor primário) daquela vila russa. Naquele momento foi-se formando uma grande tempestade e, não tendo o missionário onde se abrigar, o professor russo, que se tornara amigo, ofereceu-lhe hospedagem.

Como foram inspiradores aqueles "potentes trovões", ecoando através das montanhas! Foram aquelas impressões que deram origem à primeira estrofe do hino em inglês:
Senhor, meu Deus! Quando eu, maravilhado,
Considero as obras feitas por Tua mão,
Vejo as estrelas, ouço o trovão potente,
O Teu poder demonstrado
através de todo o universo:
Então minha alma canta a Ti, Senhor,
Quão Grande és Tu! Quão Grande és Tu!

Prosseguindo, o escritor atravessou a montanha fronteiriça com a Roménia, e lá, nas Bukovinas, (a terra das frondosas faias) encontrou alguns crentes. Juntamente com os jovens, passeou "entre as clareiras dos bosques e florestas" e "ouviu os pássaros cantando suavemente sobre as árvores". Como que instintivamente, todos começaram a cantar o hino "Quão Grande és Tu", traduzido por Ivan S. Prokhanoff, acompanhados de bandolins e violões.
Assim, inspirados parcialmente pela letra em russo e parcialmente pela visão de "todas as obras feitas pela Tua mão", as estrofes seguintes foram surgindo, em inglês!
Quando eu vagueio pelas matas e clareiras na floresta,
E ouço pássaros a cantar nas árvores docemente; Quando olho desde a grandeza
da montanha altaneira
Ouço o riacho e sinto a suave brisa:
Então minha alma.....

Contudo, pouquíssimos daqueles habitantes dos Montes Cárpatos, que viram ao seu redor as maravilhosas "obras das Tuas mãos", sabiam algo a respeito da salvação que aquele mesmo Deus grandioso havia providenciado - a grande obra mencionada na terceira estrofe.

Esta foi inspirado pelo seguinte facto:
Enquanto o missionário distribuía folhetos, de vila em vila, numa distância de 120 milhas, deparou com uma notícia surpreendente: "Há um homem que já possui uma Bíblia, a somente 20 milhas daqui", disse alguém. Esta novidade levou o irmão Hine a dirigir-se à humilde casa dum homem chamado Dimitri. A saudação cristã do missionário causou grande surpresa e alegria ao hospedeiro, pois antes, apenas dois outros crentes o haviam visitado, tendo ousado atravessar aquelas montanhas!

E, como foi que Dimitri veio a conhecer a Cristo? É o que vamos ver em seguida:
Dezanove anos antes, os exércitos Czaristas invadiram os Cárpatos e a vila onde Dimitri morava ficava bem no limite. Na pressa em retirar-se, um soldado russo deixou a sua Bíblia para trás. Porém, ninguém, na pequena vila, sabia ler, e, assim, a Bíblia ficou guardada até o dia da visita do Sr, Hine!
A esposa do Sr. Dimitri foi a primeira a aprender a ler e, como uma criança que está aprendendo as primeiras sílabas, começou a soletrar em voz alta para todos os vizinhos admirados, as palavras de João 3.16: "Por- que Deus a- mou o mun - do de tal ma - nei - ra ...".Lentamente, mas com perseverança, ela soletrava em voz alta, a mais maravilhosa história já ouvida, até chegar ao relato da crucificação, Foi aí que as lágrimas começaram a rolar e, homens e mulheres, com os joelhos dobrados, invocaram a Deus em voz alta!
Cerca de 12 pessoas foram realmente convertidas e o irmão Hine chegou justamente naquele momento e pôde ouvir o clamor de todos juntos, cada um expressando (inconscientes da presença dos demais) a sua profunda admiração por verem, pela primeira vez, a revelação do amor de Deus manifestado no Calvário.

Eis o que diz a terceira estrofe:
"E quando penso que Deus não poupando a Seu Filho, Enviou-O para morrer, - mal posso entender - Que sobre a cruz, suportando de bom grado o meu fardo, Verteu Seu sangue e morreu a fim de tirar o meu pecado"

A quarta estrofe só apareceu após a segunda guerra mundial, durante a qual a casal Hine teve de transferir a sua residência para a Grã Bretanha. No ano de 1948 o país foi superlotado com a entrada de 100.000 refugiados de guerra, acrescidos aos 165.000 poloneses que lá já se encontravam. Quando um crente vindo de um país soviético foi visitá-los e deu-lhes oportunidade de fazer qualquer pergunta, um deles perguntou, expressando o desejo do coração de todos:
"Quando vamos para o lar?"

Que melhor mensagem poderia ser dada àquelas pessoas sem lar, do que a que anuncia Aquele que foi preparar um lugar para os "desabrigados". o lar celestial oferecido a quantos O receberam como Salvador e Senhor? Um russo foi convertido na Inglaterra e estava profundamente pesaroso por não poder dar a alegre notícia à sua esposa. Esta confessara o Senhor, a Quem ele, naquela ocasião, não quis receber, e depois disso eles foram separados por causa da guerra, perdendo totalmente o contacto um com o outro. Agora ele anelava pelo dia "quando Cristo vier e levar-me ao lar", onde ela teria a grata surpresa de encontrar a esposo querido.
Esta confessara o Senhor, a Quem ele, naquela ocasião, não quis receber, e depois disso eles foram separados por causa da guerra, perdendo totalmente o contacto um com o outro. Agora ele anelava pelo dia "quando Cristo vier e levar-me ao lar", onde ela teria a grata surpresa de encontrar a esposo querido. Inspirada por estes fatos, nasceu a quarta estrofe:
'Quando Cristo vier com brado de aclamação
E levar-me ao lar - que gozo encherá meu coração!
Então me prostrarei em humilde adoração
E proclamarei: Meu Deus, quão grande és Tu!

Nosso irmão Stuart Hine, já idoso, em correspondência com o irmão Luiz Soares, forneceu os dados históricos deste hino tão belo, que se tornou tão popular através da sua excelente versão. O Irmão Hine examinou e aprovou a tradução de "Quão Grande és Tu", feito pelo irmão Luiz Soares para Hinos e Cânticos, onde devidamente autorizada, aparecerá com o número 467. A música trará o arranjo do próprio Hine.

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Comigo Fica - hc 380

Comigo fica! Trevas em redor
Avançam, com tristeza e solidão.
Dos desvalidos grande Amparador,
Comigo fica, quando os outros vão.

A vida é curto dia que se esvai;
Prazer e glória breve têm seu fim.
Tudo é ruína, tudo passa e cai ...
Tu que não mudas, fica junto a mim.

Este belo hino, de nº. 380 em "Hinos e Cânticos", é de autoria do consagrado servo de Deus, o Sr. Henry Francis Lyte, nascido na Escócia, em 1de Junho de 1793. No início dos seus estudos Lyte desejava ser médico, mas logo sentiu que Deus o queria como pregador da Sua Palavra. Depois de servir a Deus como pastor por mais de 24 anos, na cidade de Brixham, Inglaterra, viu-se acometido por uma doença pertinaz, pulmonar,enfraquecendo rapidamente o seu estado físico. O seu médico recomendou-lhe que deixasse aquela cidade e fosse para as regiões da Itália, onde havia mais sol e onde poderia fugir do ar salgado de Brixham.

Lyte não gostou da ideia, pois amava o mar desde a sua infância; e, agora, aos 54 anos, recebia o diagnóstico do médico como se fosse uma verdadeira sentença. Assim se expressou: "Espero que não seja necessário, pois nenhuma separação me seria mais penosa do que a do mar. Desde a minha infância ele tem sido o meu amigo e companheiro de folga e jamais me cansaria de o contemplar". E mais: "As andorinhas estão a preparar-se para o voo e estão a convidar-me para as acompanhar, porém, enquanto falo em voar, mal posso arrastar-me, e pergunto-me
se será possível deixar a Inglaterra".

Parece que foi durante este estado físico e emocional que Lyte preparou o sermão que, sabia, seria o último para a sua Igreja a qual tanto amava. O seu último sermão naquela cidade foi proferido no dia 4 de Setembro de 1847. Foi grande o esforço que despendeu, nas condições físicas em que se encontrava, a ponto de muitos temerem pela sua saúde. Mesmo assim, após o culto, foi, pela última vez, à beira do mar, voltando, depois, lentamente, para sua casa.

No final daquele mesmo dia, ele colocou nas mãos de um parente seu, o hino "Comigo assiste, ó Deus , que mais tarde passou a ser conhecido por "Comigo fica". Pensa-se que Lyte, ao meditar na sua iminente saída de Brixham, havia escrito o hino, em Agosto daquele ano (1847). Mas a primeira vez que foi divulgado, foi na data do seu último sermão. Lyte, dois meses mais tarde, morreu, na cidade de Nice, ao sul da França, antes de chegar ao seu destino, apontando para o céu e dizendo:: "Paz, Alegria!". Assim partiu Lyte. A música deste hino foi escrita pelo Dr. William H. Monk e recebeu o título de EVENTIDE (Crepúsculo), nome bem sugestivo de acordo com a letra e o sentido do hino escrito por Lyte, bem no crepúsculo da sua vida terrenal!

Tenho paz no Senhor - hc312

Ou seja o caminho de gozo e de luz,
Ou seja com trevas de horror,
Por Cristo já tenho aprendido a dizer:
Tenho paz, doce paz no Senhor.

Em Novembro de 1873, o "Ville de Havre" zarpou da cidade de Nove Iorque para a Europa. Entre os passageiros encontrava-se, a bordo, a Sra. Spafford, esposa de um advogado em Chicago, com seus quatro filhos.

A viagem estava quase no fim, estando já à vista as costas da Inglaterra, quando ocorreu uma terrível catástrofe. No escuridão da noite um barco colidiu com o "Ville de Harve" e este começou logo a afundar.

A Sra. Spafford ajuntou os seus filhos ao seu redor e encomendou-os a Deus. À medida que a água subia, mais e mais, dentro do navio, um dos filhos procurou confortar sua mãe em prantos, lembrando-lhe de que era tão fácil ser chamado à presença de Cristo, tanto do mar, como se da casa, na América!

Um a um, os seus queridos filhos foram arrancados dos seus braços. perecendo diante dos seus olhos. Ela, porém, foi milagrosamente poupada e salva, algumas horas mais tarde, por outro navio.

Supondo que a notícia do desastre seria logo divulgada pelo mundo, a Sra. Spafford assim que atingiu o porto, enviou um telegrama ao seu marido. Este havia recebido a notícia do naufrágio do navio e da perda de seus passageiros, mas ainda não sabia da perda dos seus entes queridos.

Com o coração pulsando fortemente e com mãos vacilantes ele abriu o envelope. A mensagem era curta, consistindo em apenas duas palavras. Seus olhos foram directos à palavra "salva", dando ao seu coração uma repentina sensação de alegria. Relendo, porém, o telegrama, notou a segunda palavra: "só", causando-lhe uma terrível mudança de sentimentos. Num determinado momento foi cheio de um gozo inefável; e no momento seguinte, inundado de indescritível tristeza!

Contudo, ele pôde agradecer a Deus por ter salvo a sua amada esposa, ainda que lamentasse a perda dos filhos queridos.

Dois anos mais tarde o mesmo Sr. Spafford perdeu grande parte dos seus bens num incêndio que houve em Chicago, mas a sua fé cristã sempre firme permitiu que ele superasse a todas aquelas perdas.

A despeito de tudo o que lhe aconteceu, foi capaz de sentar-se e escrever o lindo hino que focalizamos e que se tornou tão conhecido em todo o mundo evangélico. Ë o Nº.312, em " Hinos e Cânticos". A sua letra em português é de autoria do Sr. S.E. McNair; a música é do Sr. Philip P. Bliss.

"Tenho paz ... no Senhor ...
Tenho paz ... doce paz no Senhor! ..."

Há muitas famílias nas quais existem pessoas salvas e pessoas perdidas. Aquelas que estão preparadas e aquelas que não estão preparadas para se encontrarem com um Deus santo e que odeia o pecado!

Nalgumas delas é possível que o marido seja salvo e a esposa não; uma irmã salva e um irmão, perdido; e assim por diante. Que coisa terrível será, na eternidade, se sua mãe, ou seu pai, ou irmã ou irmão, ou esposa ou esposo, for salvo e você - PERDIDO!

E se falamos em ser salvo, devemos pensar num meio de salvação; e quando Deus nos fala da Sua grande salvação, Ele nos fala, também, a respeito do nosso grande Salvador, o Senhor Jesus. Ele nos fala, ainda, como podemos estar certos dessa salvação: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Romanos 10.9).

Você quer ter, também, esta certeza?

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Tu és Fiel, Senhor ! hc469

Tu és fiel, Senhor, meu Pai amado,
Rico em bondade, grandioso em poder
És infalível, jamais tens mudado,
Como Tu eras, sempre és e hás-de ser.

Tu és fiel, Senhor ! Tu és fiel, Senhor!
Cada manhã me revelas amor;
Sempre me dás tudo quanto careço;
Oh! Sim, Tu és fiel a mim, Senhor !

Teus astros a brilhar, oh, que beleza !
Os altos montes e o tão vasto mar,
Em multiformes sinais de grandeza,
A Tua glória vêm testemunhar.

Tu dás perdão, Senhor, paz perdurável,
Tua presença para me confortar,
E, mais que tudo, oh, que graça admirável
No céu contigo irei sempre habitar !

Dos hinos cristãos escritos nos anos mais recentes, um, em particular, sobressai como a luz de um farol, devido à sua mensagem, vinda do Pai celestial que continuamente sustenta e cuida dos Seus filhos.

Este hino,"Tu és fiel",foi escrito por um pregador que depois se tornou repórter de um jornal, Thomas O. Chisholm, de Vineland, Nova Jersey; e a música foi composta por William M. Runyan.

Muitos hinos têm sido escritos motivados por alguma experiência particular, porém, observando a vida do sr. Chisholm, chegamos à conclusão de que este hino foi o resultado de uma experiência do "dia a dia" da fidelidade de Deus para com Ele.

A história começou em 1941. Dois homens estavam revendo a lista de membros dos Gideões, quando viram, de repente, um nome que lhes era familiar. Descobriram que era o nome do sr. Thomas O. Chisholm e com a seguinte anotação ao lado: "Cancelado por falta de pagamento".

Eles se lembraram de que o sr. Chisholm era o autor de um hino que muito impressionou o missionário John Stam, que fora martirizado. Este mesmo hino fora o tema da vida de Stam durante os seus estudos no Instituto Bíblico Moody, quando se preparava para o serviço missionário e que, finalmente, levou-o a entregar a sua vida, juntamente com a da sua querida esposa, a fim de que outros pudessem ter vida ...

Os dois homens ficaram sensibilizados com o achado. Pensaram que eles mesmos é que deviam pagar a dívida ao sr. Chisholm.

Ao mesmo tempo que o Senhor estava tocando também no coração de um homem de negócios, na cidade de Nova Iorque, o qual não podia dormir porque passava-lhe pela mente o pensamento de que o sr. Chisholm, a quem ele não conhecia pessoalmente, mas apenas através dos hinos sacros que escreveu, estava em grande aperto financeiro. Mas, como poderia fazer chegar a ele qualquer importância em dinheiro? Não sabia onde ele morava!

'' Estou certo de que o procurador Jacob Stam sabe do seu endereço", pensou ele. "Pedirei a ele para levar este dinheiro ao st. Chisholm".

Assim fez, mas a história não termina aqui. Pela primeira vez em sua vida a família Chisholm estava enfrentando uma necessidade desesperada que, do ponto de vista humano, jamais poderia ser solucionada.

Naquela noite, quase como simples crianças, eles levaram aquele problema à presença do Pai celestial, não sabendo, contudo, que o Senhor já havia respondido. Na manhã seguinte o correio trouxe ao casal Chisholm uma única carta - era do sr. Jacob Stam - e dentro se encontrava a importância de que necessitavam, enviada pelo homem de negócios de Nova Iorque, que jamais conheceram!

Alguém poderia dizer que foi uma coincidência; mas devemos dizer como disse o sr. Chisholm: "Foi a fidelidade de Deus! " Pois, numa carta escrita em 1949, ele disse: "Estou próximo dos meus oitenta e três anos de idade, mas a força do alto tem sido sempre suprida, juntamente com o cumprimento da Sua promessa: "O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades ( Filipenses 4.19).

Não somente o suprimento das necessidades, mas as ocasiões desse suprimento, têm assinalado os marcos do Seu cuidado providencial, cada dia, cada momento".

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Tu Jesus, vieste-me salvar, hc86

Tu Jesus, vieste me salvar!
Tu Jesus, vieste me salvar!
Eu confio em Ti - Teu amor senti.
Sofreste tanto! e sei que foi por mim.

Toda maldição do pecado meu
Tu levaste, ó Cristo, no Teu amor.
Gozo paz; sou feito um herdeiro Teu.
Sofreste tanto! Eu creio, ó meu Senhor.

Até aqui temos apresentado factos relacionados com a história dos hinos.

Temos contado como e em que circunstâncias muitos dos hinos tão cantados hoje em nossas Igrejas foram escritos. Demos alguns dados sobre as vidas dos seus autores e compositores, recordando os belos tempos quando os servos de Deus eram movidos a escreveram aquilo que lhes ia na alma.

Nesta oportunidade queremos apresentar uma das histórias que o hino contou! Trata-se do hino nº. 86, de "Hinos e Cânticos", escrito em português pelo Sr. Manuel Avelino de Souza, cuja música é do Sr. William A. Ogden.

Mas vamos à história.

Vive ainda , em São Paulo, a mui estimada serva do Senhor, a irmã Dona Maria Andrade Lopes. que é uma das primícias do trabalho do Senhor iniciado em São Paulo pelo saudoso irmão Sr. Edward Hollywell, em companhia do irmão Ssr. Frederico W. Smith.

D. Maria, de origem lusitana, veio para o Brasil lá pelos idos de 1914. É mãe do estimado irmão Sr. Armando Marques, da Igreja que fica no bairro Baeta Neves, em São Bernardo do Campo. D .Maria Lopes professava a fé católica-romana e, conforme ela mesma diz, "não foi fácil aceitar a nova fé no Senhor Jesus Cristo".

Contou-nos que ouvira a pregação do Evangelho, pela primeira vez, quando alguns irmãos da Igreja de Vila Clementino, São Paulo, pregavam ao ar livre, próximo da sua casa. Convidada, mais tarde, para assistir às reuniões na Casa de Oração, relutou a princípio; mas, uma vez chegando, gostou e começou a frequentar regularmente. Fazia, com muitos outros irmãos patrícios, longas caminhadas para atingir a Casa de Oração; mas o fazia com gozo e satisfação.

Certa dia chegou a sua vez de ouvir o apelo ao seu coração. Achava que já era crente no Senhor Jesus, mas faltava-lhe a coragem para testificar do seu Salvador. O seu marido não era crente e muito fez para tentar impedí-la de seguir a Cristo.

Certa noite, quando o missionário Sr. Edward Hollywell, após a pregação que muito tocou o seu coração, fez o apelo da seguinte maneira: separou, com o sinal de sua mão, a congregação, em duas alas, dizendo que assim como o Senhor vai separar os bodes das ovelhas na Sua vinda, assim, também, os que estavam à direita, seriam salvos; os que estavam à esquerda, porém, estariam perdidos para sempre! E, D. Maria, estava justamente no lado esquerdo!

O missionário anunciou que iriam cantar o hino de nº, 86 e entre o cantar de cada estrofe, ele renovava o apelo, pedindo para quem quisesse entregar-se a Cristo, que ficasse de pé ou levantasse apenas o seu braço!

Diz D. Maria que foi resistindo, resistindo, após a 1ª, a 2ª, e a 3ª estrofes. Parecia-lhe que alguma força irresistível a segurava presa ao banco. Queria entregar-se a Cristo, mas não podia. Mas quando cantavam as últimas duas linhas da 4a estrofe: "Gozo paz; sou feito um herdeiro Teu, Sofreste tanto! Eu creio, ó meu Senhor", não pôde mais resistir; e, então, entregou-se, naquele mesmo momento a Cristo.

Desde então tem sido uma fiel e muito ativa serva do Senhor. Tem uma grande paixão pelas almas e diz, ainda, com 80 anos de idade, que deseja ter forças para fazer visitas e levar outros a Cristo. Ela mesma orou durante 26 anos pela conversão do seu esposo, e conseguiu! Sigamos o exemplo da irmã D. Maria Andrade Lopes.

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Mais perto quero estar, HC 236

Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti,
Inda que seja a dor que me una a Ti!
Sempre hei de suplicar:
"Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"
Marchando, triste, aqui na solidão,
Paz e descanso a mim Teus braços dão.
De noite vou orar:
"Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!
"Minha alma vai cantar a Ti, Senhor!
Enquanto meditar no Teu amor,
Eu sempre hei de rogar:
"Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"

Durante muitos anos, somente os homens escreviam hinos, mas, pouco a pouco, as mulheres também começaram a usar o seu talento poético e, hoje, temos muitos hinos escritos por mulheres consagradas a Deus e ao Seu trabalho.

Mas, um dos mais conhecidos em todo o mundo foi o hino escrito por Sarah Flower Adams (1805-1848). Trata-se do hino "Mais Perto Quero Estar, Meu Deus de Ti".

Foi no ano de 1841 que esta senhora, que estudava muito a Bíblia, ficou tão impressionada com a história relatada no livro de Génesis (capítulo 28) sobre a visão de Jacó, em Betel, e a escada que alcançava o céu, e os anjos que subiam e desciam por ela, que, inspirada naquela passagem bíblica, resolveu escrever este hino que mais tarde se tornou universalmente conhecido. A letra que temos em nosso Hinos e Cânticos (nº 236) foi adaptada por João Gomes da Rocha.

Ela omite duas estrofes alusivas à letra inicial, que constam do hinário "Aleluias" (Imprensa Metodista). A seguir, as mencionadas estrofes:

Minha alma cantará a Ti, Senhor!
Pedra em Betel porei, marco de amor.
Sempre hei de suplicar
"Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus, de Ti!"
E quando a morte enfim me vier chamar
Nos céus com serafins, irei morar.
"Ó! Quão feliz serei,
Perto de Ti, meu Rei,
Perto de Ti meu Rei,
Meu Deus, de Ti!"

Dizem que, quando os visitantes cristãos visitam a Palestina, em chegando a este lugar, Betel (hoje Bira, um território da Jordânia), param e cantam este hino, evocando os acontecimentos impressionantes experimentados por Jacó. As palavras deste hino tem sido um grande auxilio e um grande conforto para muitos crentes em tempos de dificuldades.

É impossível esquecermos o terrível desastre com o grande transatlântico "TITANIC" nos primeiros anos deste século. Era a sua viagem inaugural; grandes personagens viajavam nele; viajava, também, um grupo de peregrinos, crentes da Europa que demandavam a nova terra (EUA). Mais de mil vidas se perderam naquela ocasião.

E contam que, quando o grande navio estava sossobrando, tinha-se a impressão de que ia haver um pânico geral; porém, a orquestra de bordo começou a tocar o hino "Mais Perto Quero Estar, Meu Deus de Ti" e, imediatamente, foi presenciado um espectáculo comovedor: os crentes e outros tripulantes, dando as mãos uns aosoutros, começaram a cantar também o hino à medida que o navio ia afundando-se!

A música deste hino foi feita pelo conhecido compositor sacro Lowell Mason, autor de inúmeras outras músicas e que se tornou famoso pelos seus excelentes trabalhos. Durante a sua vida teve muitos cargos de importância e foi o fundador da Academia de Música de Boston.

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Salvo nos fortes braços

Salvo nos fortes braços do terno Salvador,
Doce descanso tenho do Seu perene amor.

De Benjamin, disse: "Todo o dia o Senhor o protegerá, e ele descansará nos seus braços" Deuteronomio 33.12. De Aser, disse: "O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo de ti estende os braços" Deuteronomio 33.27.

O hino de que vamos falar é o fruto de uma vida consagrada ao Senhor. Uma vida de alegria e gozo, é a demonstração mais eloquente do que o Senhor pode fazer com uma pessoa que, mesmo fraca e deficiente, descansa nEle e vence para honrá-Lo.

Trata-se da famosa serva de Deus que viveu entre os anos 1820 e 1915, Fanny Jane Crosby. Bem cedo, com apenas seis semanas de vida, ficou completamente cega devido a um engano do médico que a tratou. Por isso, nunca chegou a apreciar, com os seus olhos, as belezas do mundo criado por Deus.

No entanto esta aflição serviu apenas para a introduzir num mundo novo onde encontrou, mais tarde, Cristo, seu grande Amigo e Guia.

Bem cedo, também, demonstrou seus dotes poéticos, compondo, aos oito anos de idade, sua primeira poesia, a qual revela o seu contentamento e confiança em Deus, mesmo na adversidade.

Anos mais tarde começou a escrever hinos sacros, por sugestão do célebre compositor musical, W.B. Bradbury, e dai por diante escreveu tantos hinos que não se sabe, ao certo, o seu verdadeiro número; sabe-se, porém, que somam muito mais de 8.000.

Fanny escrevia os hinos com tanto rapidez que em certa ocasião, estando com o Sr. William H. Doane, também compositor de música de muitos hinos, este lhe disse; "Tenho uma música que gostaria que ouvisse", e assim ele a tocou, ela exclamou: "Ora, isso está dizendo: 'Salvo nos braços de Jesus'!" Ausentou-separa outra sala e, dentro de poucos minutos, regressou pronunciando as palavras originais do lindo hino acima.

Conta-se que Fanny, após sua conversão a Cristo, orava muito e que não fazia nada nem escrevia, sem primeiro ajoelhar-se e pedir a direcção de Deus. Tinha ela uma amigo, filha de um famoso evangelista, que a visitava muito. Chamava-se Phoeba Palmer Knapp.

Numa dessas ocasiões, Phoebe sentou-se ao piano e tocou uma música de sua autoria; virando-se, viu que Fanny estava de joelhos, orando. Quando terminou de tocar, perguntou: "Fanny, a seu ver, que é que esta melodia está dizando"? Fanny, prontamente, respondeu: 'Que segurança; sou de Jesus!" Assim, nasceu mais um hino, dentre os milhares que ela escreveu.

Mas o hino que temos nos "Hinos e Cânticos', nº 266, é uma linda tradução feita pelo consagrado servo de Deus, o Sr. R. Holden. A música, como vimos, é da autoria de outro servo de Deus, o Sr. William H. Doane, que a compos em 1868.

Assim, aquela ceguinha, graças à sua disposição alegre, e pela confiança que havia posto em Jesus, "não chorava nem se lamentava por ser cega", antes tem servido de inspiração a milhões de pessoas, induzindo-as a levarem vidas úteis e alegres.

Compilado por Edgar de Almeida, Brasil.

Bendita Oração

Bendita é sempre a oração, que nos dá paz ao coração
E sobrepuja toda a dor, trazendo auxílio do Senhor
Em tempos de tribulação, no temporal, na tentação,
Procurarei, com mais fervor, a comunhão com meu Senhor.

Este hino tem se tornado popular em todas as reuniões de oração que se fazem nas igrejas evangélicas. Suas palavras fazem-nos aproximar ainda mais do Senhor que é o Doador de toda a força e consolação no meio das aflições.

As Suas palavras fazem-nos recordar que o Senhor Jesus também passou por experiências semelhantes às nossas e que recorreu, muitas vezes, a esse recurso extraodinário, que é a oração. Lemos que inúmeras vezes Ele se retirou do meio da multidão para um lugar à parte ou no deserto, para ali Se entregar à oração. (Mateus 14.23; 26.36; Marcos 1.35; 6.46; Lucas 6.12; 9.28).

E somos confortados quando nos lembramos de que o apóstolo Paulo nos exorta, dizendo: "Não andeis ansiosas de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições pela oração e pela súplica, com acções de graças" (Filipenses 4.6).

Mas o mais interessante neste hino é que foi ditado por um servo de Deus, um ministro do Evangelho, que era cego! - o Sr. William W. Walford, nascido na Inglaterra. Ele ditou as palavras ao seu colega, o Sr. Thomas Salmon, também pastor de uma Igreja Congregacional, no ano de 1842. Este mandou publicar a letra do hino num periódico, a 13 de Setembro de 1845.

Conta-se que o Sr. Walford era um homem que não possuia grande educação cultural mas que era muito inteligente, e possuia uma memória extraordinária. Diz-se, até, que quando pregava sempre escolhia bem os textos bíblicos e citava-os de cor com muita precisão.

Raramente errava na repetição dos Salmos ou nas citações de qualquer parte das Escrituras, quer do Velho quer do Novo Testamento. Conhecia tão bem os factos bíblicos que ganhou a fama de saber a Bíblia inteira de cor.

Com o decorrer dos tempos o hino foi traduzido em outras línguas e, em português temos, com algumas aterações, no "Aleluias", a tradução de Dna. Sara P. Kalley; no "Cantor Cristão" (148), a do Sr. T. R. Teixeira e em "Hinos e Cânticos" (287).

A música, muito apropriada para as palavras, é de autoria do Sr. William B. Bradbury (1816-1868) que a compôs em 1859. O Sr. Bradbury tornou-se muito conhecido, também, como fabricante de pianos e outros instrumentos musicais.

O valor da oração não consiste em pedir, mas, sim, naquela sublime experiência que está ao alcance de qualquer alma - a comunhão com Deus. (Harry Emerson Fosdick)

Tenho sempre tanta coisa para fazer, mas só posso desobrigar-me dessas árduas tarefas após prolongado período de oração. (John Wesley)

Um cristão de joelhos vê mais que um filósofo na ponta dos pés (Toplady).

Quando andamos na luz

Quando andamos na luz
e tomamos a cruz
E seguimos ao nosso Senhor,
Com que bênção e paz Ele nos satisfaz
E nos enche do Seu santo amor!
É confiar, sim e obedecer,
Se contentes em Cristo
Nós queremos viver.

Eis aqui um belo hino, escrito pelo Sr. John Henry Sammis (1846-1919), nascido em Nova Iorque, EUA.

Ele era homem de negócios e um bom cristão, onde residia, em Longansport, Indiana. Mais tarde deixou os seus negócios e passou a servir como secretário duma organização cristã para a mocidade. Depois disso, formou-se pastor presbiteriano. De 1909 até a sua morte, em 1919, trabalhou na faculdade do Instituto Bíblico de Los Angeles.

É interessante como um pequeno incidente pode originar grandes coisas, como é o caso deste hino. Quem nos conta é o Sr. Daniel B. Towner, de Roma, estado da Pennsylvania.

Diz ele: 'Há muitos anos atrás o Sr. D. L. Moody estava dirigindo umas reuniões evangelísticas na cidade de Crockton, estado de Massachusetts, e eu tive o prazer de cantar os hinos para ele naquela ocasião. Certa noite, após uma das reuniões, um jovem levantou-se e fez a seguinte confissão: 'Eu não tenho muita certeza, mas vou confiar e vou obedecer'. Anotei aquela sentença e enviei-a ao Sr. John Henry Sammis, contando-lhe como e de quem a ouvira. Este, tomando por base a referida sentença, escreveu o hino que até hoje é cantado entusiasticamente pelos cristãos em todo o mundo.

O Sr. Daniel Brink Towner nasceu em Roma, cidade situada no Estado de Pensylvania, nos Estados Unidos. Era possuidor de grande talento musical, colocou toda a sua imensa capacidade a serviço da música sacra. Em 1855 juntou-se ao Sr. D. L. Moody, servindo como director do Departamento Musical do Instituto Bíblico Moody desde 1893 até a sua morte repentina, em 3 de outubro de 1919, em Longwood, quando dirigia a música numa campanha evangelística. Possuía uma linda voz de barítono e alcançou projecção como cantor. Foi editor de muitos hinários e compôs músicas para centenas de hinos. A ele devemos a linda música do hino focalizado cujo nome é "Trust and Obey" (Confiar e Obedecer).

A letra portuguesa que cantamos é uma tradução do Sr. Henry Maxwell Wright e aparece em Hinos e Cânticos com o número 314.

Lembramo-nos de Ti

Agradecidos pelo amor
Com que, no mundo aqui,
Por nós morreste, ó Redentor,
 Lembramo-nos de Ti.

Nas horas tristes quando, a sós,
 Teu Deus deixou-Te ali,
Te fez pecado, sim, por nós
Por Edgar de Almeida

Este lindo hino, escrito em português pelo Sr. Ricardo Holden, foi escrito, originalmente, pelo Sr. Jaime Montgomery, no século passado, entre os anos de 1826 e 1850.
O seu autor, acima mencionado, nasceu em Ayrshire, Escócia, em 4 de novembro de 1771, e faleceu em abril de 1854, em Sheffield, Inglaterra; portanto, com a avançada idade de 73 anos.
Escreveu cerca de 400 hinos e versões dos salmos, entre os quais se encontram: “Para sempre com o Senhor”, “A oração é o anseio sincero da alma”, “Descanso” e o hino que estamos focalizando, “Lembramo-nos de Ti”.
Mas, sua longa vida não foi sempre achegada ao Senhor. Sua infância foi bastante atribulada, apesar de ser filho de um ministro moraviano. Seu pai, João Montgomery, queria que seu filho fosse ministro como ele, e logo, aos seis anos de idade, Jaime foi matriculado numa escola, na Irlanda, para onde seu pai havia sido transferido.
Porém, passado algum tempo, talvez com grande surpresa para Jaime, seu pai foi transferido novamente, desta vez para a Ilha de Barbados, nas Índias Ocidentais, e o garoto também teve de ser transferido nessa mesma ocasião para um seminário morávio localizado em Fulneck, Yorkshire, Inglaterra.
João faleceu pouco depois, em Barbados, e Jaime ficou só, órfão de pai, “desolado e melancólico”, como disse a respeito dele um escritor da época.
Vendo que Jaime não dava para os estudos, alguns irmãos apresentaram-no ao proprietário de uma mercearia, onde ficou trabalhando por algum tempo. Mas ele gostava mesmo era de versejar. Começou a fazer versos desde sua tenra infância e aos dezoito anos de idade já havia escrito um bom número de poemas, que eram, agora, suficientes para publicação de um livro. Com essa esperança foi a Londres, Inglaterra, mas não foi bem sucedido.
Em 1792 dirigiu-se a outra cidade, Sheffield, onde arranjou emprego na redacção de um jornal, trabalhando como assistente do diretor. Mais tarde este diretor teve de transferir-se para os Estados Unidos e deixou Jaime Montgomery como redator do Jornal, no qual trabalhou durante 31 anos.
O jornal tinha um carácter político-revolucionário e, por causa de ter publicado alguns assuntos um tanto fortes, como o poema sobre a “Tomada da Bastilha” e sobre a abolição da escravatura, Jaime foi preso duas vezes. Foi durante aqueles períodos da sua vida que ele escreveu os melhores hinos.
Porém, o jornalismo político não era o plano de Deus para Jaime. Ele deixara a tranquila cidade de Fulneck e mergulhara nas fadigas e lutas políticas do mundo, e disso veio a arrepender-se grandemente. Contudo, o Senhor não o desamparou. “Os prazeres e as desilusões do mundo”, diz o mesmo escritor, “e sua precoce instrução religiosa, evitaram que se promiscuísse com a dissolução e os prazeres da juventude, livrando-o, assim, de prosseguir no curso do pecado”.
Isto, porém, não bastava, pois sua vida continuava atribulada e triste. Foi somente quando confiou em Cristo que ele pôde perceber o contraste entre a paz que agora gozava e o sentimento de desassossego e tristeza que anteriormente o dominava.
Escrevendo a um amigo a respeito dos seus sentimentos de outrora, Montgomery disse: “Tal tem sido a minha educação e tal tem sido a minha experiência no alvorecer da minha vida; não posso abraçar um sistema de moralidade que não esteja fundado no Evangelho de Cristo. Fui atirado de um lado para outro num mar de dúvidas e perplexidades; mais ainda, fui afastado daquela praia onde uma vez, felizmente, fui ancorado; a fraqueza produziu em mim um sentimento de que jamais conseguiria alcançar outro local para ancorar em segurança, e minhas esperanças de voltar ao porto seguro foram aos poucos se esgotando”. Não é esta uma confissão dramática ? Entretanto esta é e tem sido a experiência de muitos! Depois de vaguear por muito tempo em busca de satisfação no mundo, acabam vencidos por um amargo desapontamento. Fora de Cristo não há verdadeira e completa alegria. Quando Ele é banido de uma vida, só podem restar inquietude e trevas.
Felizmente Montgomery experimentou, ao final, a verdadeira restauração e, com a idade de 43 anos, por ocasião de seu aniversário, escreveu aos irmãos de Fulneck, solicitando sua recepção à comunhão. O seu pedido foi prontamente atendido e ele passou a servir ao Senhor com toda a diligência até ao fim de sua vida.
Quando estava já bem próximo de sua partida, um amigo lhe perguntou: “Qual dos seus poemas perdurará?” Ao que ele respondeu: “Nenhum, senhor, excepto, talvez, uns poucos hinos”. E entre eles está, sem dúvida, o que estamos focalizando neste número: “Lembramo-nos de Ti”.
Na edição actual de Hinos e Cânticos com Música , duas melodias estão unidas a este hino: a primeira denomina-se “Lloyd” e é uma composição de Cuthbert Howard, nascido em Manchester, Inglaterra, em 1856, onde também faleceu em 1927. A segunda música, denominada “Martyrdom” é composta por Hugh Wilson, nascido em 1766, em Fenwick, Ayrshire, na Escócia, e falecido em 14 de agosto de 1824. Hugh Wilson compôs, também, muitas melodias para os salmos.

Castelo Forte

Castelo Forte é nosso Deus,
 Espada e bom escudo; 
Com Seu poder defende os Seus
Em todo transe agudo. 
Com fúria pertinaz persegue Satanás, 
Combate nossa fé, astuto e forte ele é: 
Igual não há na terra. 

A nossa força nada faz 
Num mundo tão perdido, 
Mas nosso Deus socorro traz, 
Por Cristo, o escolhido. 
Connosco está Jesus, 
O que venceu na cruz, 
Senhor dos altos céus; 
E, sendo o próprio Deus, 
Triunfa na batalha. 

Se nos quisessem devorar
Demónios não contados, 
Não nos podiam assustar,
Nem somos derrotados. 
O príncipe do mal, com rosto infernal, 
Já condenado está; vencido cairá 
Por uma só palavra. 

Que Deus a luta vencerá 
Sabemos com certeza. 
E nada nos assustará,
Com Cristo por defesa. 
Se temos de perder os filhos, bens, mulher, 
Embora a vida vá,
 por nós Jesus está 
E nos dará o Seu Reino.

Lá por volta do ano 1500 da nossa era, estava triunfante o movimento da Reforma Religiosa na Europa. Iniciado por Martinho Lutero e coadjuvado por Melanchton (um leigo-teólogo), Calvino, Zwinglio, Huss, Farel e outros, tomou logo conta de todos os países; mas no ano de 1523, em Bruxelas, dois jovens, cujo único crime fora a sua profissão de fé na nova doutrina, foram queimados. Em honra a esses dois mártires, Lutero escreveu e compôs a música do seu primeiro hino: Castelo forte é nosso Deus, o qual é uma paráfrase do Salmo 46.
1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
2 Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; 
3 ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.”

Martinho Lutero(1483-1546) é conhecido como o Apóstolo da Reforma.

Foi também o pai do canto congregacional, pois antes disso a congregação não tinha o costume de cantar hinos. Os poucos hinos que havia eram cantados em latim, somente pelos oficiais da igreja. Foi ele que introduziu o cântico por toda a congregação!

Mas, o hino em foco foi considerado como a "Marselhesa da Reforma", pois todos os cristãos da Reforma cantavam-no com o mesmo entusiasmo dos patriotas da França. De facto, sendo a letra e a música de Lutero, este cantico espalhou-se por toda a Terra e tornou-se o hino oficial da Alemanha Protestante.

Era cantado diariamente por Lutero e por seus companheiros. Até os inimigos da Reforma diziam: "O povo inteiro está cantando uma nova doutrina".

Assim, este hino cooperou muito no desenvolvimento da Igreja cristã naqueles dias. Foi tão grande a repercussão deste hino que homens ilustres, artistas e músicos de fama usaram-no nos seus temas: o exército de Gustavo Adolfo cantou-o antes da Batalha de Leipzig, em Setembro de 1631; Meyerbeer usou-o como tema de sua ópera de fundo religioso, "Os Huguenotes"; Mendelsohn usou-o na sua "Sinfonia da Reforma"; Wagner utilizou-o em "Kaiser-Marsch" e J. S. Bach também o usou numa de suas cantatas sacras.

E hoje, faz parte de todos os hinários sacros da Igreja Cristã, levando o número 328 em "Hinos e Cânticos" - 16ª edição.

Ele nunca morrerá, mas viverá para sempre!

SEJAS LOUVADO

Hinário Adventista nº 07

 

Joachim Neander (1650 - 1680)                                                          Stralsund Gesangbuch, 1664

 

Este é um dos melhores hinos de louvor, acompanhado de uma melodia de primeira classe. Joachim Neander foi um homem de erudição e era dado à poesia, letras e música, bem como à teologia. Escreveu cerca de sessenta hinos, bem como melodias. A tradução deste do alemão é trabalho hábil de Catharine Winkworth.

 

Cada frase deste hino é uma declaração de louvor e um tributo de adoração ao "Todo Poderoso Rei da Criação". Ele se presta a uma vigorosa e dinâmica interpretação. Deveria ser cantado com força, porém não muito depressa. A melodia é nobre e pode ser cantada em uníssono por toda a congregação.

 

A primeira estrofe dirige-se a Deus como o Rei da Criação. A segunda louva o Senhor que dirige e mantém o Universo. Na terceira estrofe o Senhor é louvado pelo Seu cuidade paterno.

 

Necessitamos estudar mais as palavras dos hinos para cantarmos com o coração e para fazermos de nosso louvor um verdadeiro culto de adoração. Só assim o canto se tornará uma força poderosa na igreja. Verdeiramente incrédulos seriam convertidos se pudessem ouvir nossas congregações cantando com poder espiritual tais louvores ao nosso Deus, Rei da Criação.


 

A TI RENDEMOS GLÓRIAS

Hinário Adventista nº 08

 

Theodulph de Orleans                                                                                     Melchior Teschner

 

A melodia é chamada "St. Theodulph", em honra ao autor da letra. Foi composta por Melchior Teschner cêrca de 1613, para um hino de Herberger, e foi publicada em Leipzig, em 1615.

 

Cantado em movimentos moderados, este hino revelar-se-ia vital poderoso e emocionante. Mesmo em andamento lento o cântico é alegre e festivo, tendo um forte apêlo popular. Tanto a letra como a música seriam atraentes às crianças bem como aos adultos. É um hino muito inspirador.

 

As bases escriturísticas deste hino são encontradas em Salmos 24: 7-10, 118: 25 e 26, Mateus 21: 1-17 e Lucas 19: 37 e 38.


 

AO DEUS DE ABRÃO LOUVAI

Hinário Adventista nº 11

Thomas Olivers                                                                                                   Arranjo: M. Leoni

 

Este hino consiste nas estrofes 1, 2 e 12 da paráfrase de Thomas Olivers sobre os treze princípios fundamentais da fé de Israel. Os treze credos ou artigos da fé foram escritos por Daniel Ben Judah de 1396 a 1404 e eram cantados pelos judeus no início do serviço de culto matutino e final de culto nas sinagogas.

 

Olivers ficou órfão com 4 anos de idade, de forma que recebeu pouca educação. Tornou-se um aprendiz de sapateiro em 1743. Viveu parte de sua vida sem Deus e converteu-se com uma pregação de George Whitefield sobre o texto: "Não é este um tição tirado do fogo?" Zacarias 3:2. Após pagar todas as suas dívidas, tornou-se um pregador Weslyano. Viajou cerca de 100.000 milhas a cavalo durante os 25 anos em que pregou na Inglaterra e Irlanda.

 

Quando Henry Martyn estava para embarcar para o seu trabalho missionário no Oriente escreveu em seu Diário: "Algumas vezes estive muito ocupado em aprender o hino "Ao Deus de Abrão Louvai", mas tão logo que pude sentir a realidade das palavras desse hino minha mente ficou aliviada. Há algo peculiarmente solene e tocante para mim neste hino, especialmente nesta ocasião".

 

Existem poucos hinos tão escriturísticos em cada linha. A música tem grande dignidade e solenidade. O hino não deve ser cantado tão rapidamente, mas com andamento lento e solene.


 

VINDE POVO DO SENHOR

Hinário Adventista nº 12

 

Henry Alford                                                                                                          George J. Elvey

 

Henry foi um homem talentoso, teólogo, erudito, poeta, escritor, artista e músico. Era filho de um homem do clero, tornou-se um ministro também, e eventualmente tornou-se Reitor do Canterbury em 1857. Foi membro da Comissão de Revisão do Novo Testamento, e entre os cinquenta livros que escreveu, provavelmente o mais útil foi o seu "Testamento Grego", em quatro volumes. Foi um devoto e um homem de Deus através de sua vida, cumprindo o voto que escreveu em sua Bíblia no seu décimo aniversário: "Neste dia, na presença de Deus e de minha própria consciência, renovo meu pacto com Deus e solenemente me determino a tornar-me Seu e fazer o Seu trabalho tanto quanto me seja possível".

 

MUDANÇAS NA MÚSICA SACRA

            Periodicamente, através da História, a igreja tem sido confrontada com o problema da introdução de novos elementos, estranhos a uma prevalecente tradição. No contexto do canto congregacional, a discussão sempre esteve centralizada na infiltração de elementos seculares. Neste artigo, pretendemos não somente apresentar a situação em si, mas também mostrar como as pessoas reagiram às mudanças ocorridas, em seu tempo, e tirar lições aplicáveis aos dias atuais.

 

            MÚSICA SECULAR NA IGREJA – O ressurgimento do elemento popular na música da Igreja tem sido um fenômeno constante na História. Os heréticos arianos usavam o poder de melodias populares para disseminar falsas doutrinas através do canto. Efraim Syrus, de Antioquia, um dos pais da Igreja no quarto século, não hesitou em recuperar essas melodias, dizendo-se consciente de seu efeito “agradável”. Novecentos anos mais tarde, reagindo ao duro formalismo da Igreja e desejoso de que os hinos fossem mais cristocêntricos, Francisco de Assis também integrou melodias e ritmos contemporâneos ao seu louvor.

            Martinho Lutero, também reagindo contra o estilo formalista de culto na Igreja de seu tempo, usou melodias e ritmos familiares ao povo para sus corais. Ao contrario de Calvino, Lutero não percebia a Igreja como separada da sociedade; em sua filosofia, os elementos seculares podiam ser transformados de acordo com uma nova compreensão.

            Durante o fim do século XVII e o inicio do século XVIII, os pietistas, em reação contrária ao escolaticismo da Igreja protestante, rejeitaram o estilo de ópera característico da musica de arte, e adotaram hinos cujos ritmos tinham características dançantes. Na Inglaterra, João Wesley tinha a idéia de que a melodia dos hinos deveria ser acessível, de modo que todos pudessem participar no canto e expressar sua aceitação pessoal da salvação. Para grande descontentamento dos oficiais da Igreja, ele adaptou melodias populares, valendo-se de muitas fontes.

            Chegando ao século passado, o canto de hinos era um elemento significativo durante as reuniões campais e o Grande Despertamento. Essa prática tinha o propósito de ser um meio para comunicação do evangelho, por meio de uma linguagem simples e direta, e de uma maneira efetiva para homens e mulheres comuns. As melodias desse cânticos espirituais ou evangélicos eram bem populares, fáceis de ensinar e de aprender, em sua maioria, adaptadas de cânticos folclóricos bem conhecidos. Algumas delas, usadas nas reuniões de reavivamento protagonizadas por Moody e Sankey, no fim do século XIX, foram herdadas de Stephen Foster, William Booth, fundador do exército da salvação, partilhava a mesma filosofia.

            Esse desejo de reintroduzir a simplicidade da música popular na experiência do culto brotava, freqüentemente, de uma reação à pompa e à formalidade que caracterizavam a religião oficial. Além disso, até aquele momento na História, a congregação ficava geográfica e, com freqüência, fisicamente separada por um biombo do coro da Igreja, o local onde o oficio do culto tinha lugar. O estilo suntuoso da Igreja bizantina ocasionou os hinos antifônicos simples de Ambrósio; a luxúria da liturgia romana dirigiu a convicção de Lutero em relação à necessidade de hinos próximos do povo. Essas “reformar” correspondem então a um tempo de reavivamento e reforma, um tempo quando os reformadores decidiram colocar a música de volta nas mãos do povo.

            A reação oficial da Igreja a essas inovações muito freqüentemente resultou em proibição parcial ou total da participação congregacional do serviço. Entre os possíveis motivos para uma decisão tão radical, poderíamos enumerar o medo do secretismo ou enfraquecimento dos poderes eclesiásticos, suspeita de que a espontaneidade do povo pudesse comprometer o caráter transcendental do ato de adoração, ou simplesmente uma preocupação pelo continuíssimo da tradição.

            O concílio de Laodicéia, convocado pelos pais da Igreja em 367 d.C., decidiu proibir o canto congregacional, a fim de evitar o uso de melodias seculares, bem como proibir a utilização de instrumentos, para que não fossem feitas associações pagãs. Uma decisão semelhante foi tomada por ocasião do Concílio de Trento (1545-1563). O canto congregacional já não era parte da Missa, mas foi relegado aos momentos extra-litúrgicos da devoção popular. Juntamente com a eliminação da participação congregacional na Missa, o Concílio também proibiu o uso de elementos seculares, tidos como “lascivos e impuros” como uma base para composição da Missa, uma prática que tem sido disseminada por 200 anos.

 

            FONTES DE RESISTÊNCIA – A resistência em relação às mudanças na área de música na Igreja, não foi de domínio exclusivo dos líderes eclesiásticos. Muitos protestos vieram de dentro da própria congregação. É digno de nota que tais reações não ocorreram unicamente quando as alterações afetavam verdades teológica e valores morais. Aparentemente, as mudanças eram, por si mesmas, o problema. O “novo” era mau simplesmente porque era novo. Alguns dos argumentos apresentados naqueles tempos tinham sabor muito contemporâneo.

            Em 1712, Thomas Symmes, que encorajou uma nova maneira de cantar (usando partitura), em contraposição à prática, relata algumas das reações verificadas: “Embora na polida cidade de Boston a nova modalidade de canto tenha encontrado boa aceitação, no campo, onde as pessoas são mais rústicas, alguns velhos mal-humorados desferem testemunhos fortes contra essa inovação, e ... não apenas... classificam o cântico destes cristãos como um louvor ao demônio, como também saem da reunião e voltam para casa, assim que o serviço tem início.

            Entre as objeções, nós encontramos as seguintes: “É uma nova maneira, uma lingua estranha. Não é tão melodiosa quanto a maneira usual..... A prática causa distúrbios, e leva o povo a se comportar desordenada e indecentemente... Os nomes dados às notas (dó, ré, mi) são indecentes e também blasfemos. É um modismo desnecessário, desde que nossos pais alcançaram o Céu sem ele.

 

            AGITAÇÃO NA IGREJA – É um fato bem conhecido que a introdução de “novos” instrumentos também criaram tumulto na comunidade cristão. Tal foi a situação vivida na Nova Inglaterra, no final do século XVIII. Uma igreja da região teve de recusar um órgão que lhe foi ofertado pelo tesoureiro da Universidade Harvard, sob o argumento de que “se fosse permitido o uso de órgãos, logo outros, instrumentos também o seriam, e, então, o local se tornaria um salão de danças.

            Finalmente, “a igreja de Brattle Street rendeu-se ao inevitável e decidiu aceitar o órgão, mas, mesmo assim, houve uma amarga discórdia na congregação. U irmão muito rico suplicou com lagrimas que a casa de Deus não fosse profanada, prometendo ofertar o equivalente ao preço do instrumento, desde que ele fosse no fundo do porto de Boston. Gradualmente, porém, a oposição foi diminuindo.”

            Da mesma forma que o órgão foi considerado um instrumento secular, para o qual não haveria lugar na Igreja, os instrumentos usados por J.S. Bach, em sua “Paixão de São Mateus” também foram considerados sacrilégios naqueles tempos. “Quando numa grande cidade a música de Bach foi tocada pela primeira vez, com doze violinos, muitos oboés, fagotes e outros instrumentos, muitas pessoas ficaram assustadas sem saber o que fazer. Num lugar especial do templo, muitos ministros, senhores e senhoras nobres estavam presentes, acompanhando o coral com muita devoção. Mas quando os instrumentos foram acionados, toda aquela gente ficou grandemente perplexa, olhando um para o outro dizendo: “o que será isto?” Uma viúva da nobreza gritava: “Salve-nos Deus, meus filhos! É justamente como se fosse uma comédia de ópera!Mas todos estavam sinceramente ofendidos por aquilo, e se queixaram abertamente. Há, é verdade, algumas pessoas que ainda tem prazer nessas coisas infundadas.”

 

DIFICULDADES PARA MUDAR – Os exemplos anteriores demostram como é difícil mudar, mesmo se isso for para melhor. Na verdade, a mudança é sempre um processo doloroso, porque nós gostamos de conservar o que é familiar, confortável e não ameaça. Além disso, o valor do que é antigo é associado a tradição, estabilidade e ausência de mudança.

            Tradição é, freqüentemente, um assunto de sentimento familiar, com o qual nós crescemos, e acaba sendo interpretado como verdade. A música antiga carrega também a aura de ser consagrada pelo passado. Antigüidade torna-se uma recomendação em si mesma. Hoje, a veneração do passado é essencialmente uma conseqüência do Romantismo. Realmente foi a compressão romantista do mundo como uma unidade orgânica que despertou o interesse na origem das coisas, e assim levou à consideração dos tempos passados como valiosa e digna de interesse.

            Depois daqueles tempos, a música feita por compositores tem sido ofuscada por concertos que apresentam obras históricas. Antes do século XIX, não era comum a execução de obras musicais muito antigas, tanto nas igrejas como em auditórios seculares. É um fato bem conhecido que J.S. Bach, por exemplo, produzia uma nova cantata cada Domingo, o que, a propósito, explica as numerosas apropriações de suas obras, bem como das de outros compositores antigos, uma prática difundida há muito tempo. Tais apropriações envolviam fontes seculares ou sacras.

            Os exemplos também confirmam o problema de apropriação de elementos musicais seculares familiares à congregação. E isso é o que grandes personalidades eclesiástica fazem desde o principio. Examinando mais profundamente a questão, parece que as razões dessa residem no conflito entre dois ideais diferentes para música na igreja. Por uma lado, notamos a preocupação por meios relevantes de participação congregacional, uma maneira de o povo se alegrar e cantar junto sem treinamento musical particular, enfatizando os aspectos humanos da religião. Por outro lado, também notamos a preocupação pelo elevado ideal da música eclesiástica, como uma expressão transcendental de Deus e da verdade, um meio para elevar o pensamento humano ao Criador.

            De fato, as duas preocupações são legitimas e deveriam trabalhar de mãos dadas numa saudável e necessária tensão. A fim de que a música na igreja se torne uma autêntica expressão de louvor; ela deve Ter implícitos tanto os aspectos transcendentais como antropológicos. Deve ser apropriada às circunstâncias, e daí traduzir o elevado caráter do louvor, mas também deve ser relevante e comunicada numa linguagem que seja facilmente compreendida para uma participação mais espontânea.

 

AS LIÇÕES DA HISTÓRIA – A primeira lição que podemos tirar da História é, por conseguinte uma lição de abertura e flexibilidade. Entretanto, se esses princípios ainda são aplicáveis hoje, permanece uma intrigante questão: pode a História ser usada como um modelo perfeito para os dias atuais? Em outras palavras, como podemos usar elementos seculares em nosso canto congregacional? Para responder essa questão de maneira apropriada, devemos não somente considerar os pararelos com a História passada, anteriormente descrita, mas também ser sutilmente cônscios das diferenças. Realmente, situação atual traz novos elementos específicos que tornam o processo de mudança muito mais complexo e certamente mais delicado. Eu assinalaria aqui pelo menos dois elementos:

            Primeiro, nos tempos históricos, a introdução de música secular foi proposta e monitorada por teólogos, e realizada por profissionais do ramo. Muitos dos reformadores falam não apenas  de adoção, mas de adaptação. Alguns pais da igreja eram treinados na musica, e o mesmo era verdade em relação a Lutero, que trabalhava intimamente com eminentes compositores, como Johann Walter. Esses músicos eram especialistas tanto na musica secular como na musica sacra, e sabiam como manipular a linguagem para qualquer um dos dois modelos.

            A atual reforma da musica religiosa, iniciada pelo Concílio do Vaticano II, é maiormente o resultado de um movimento fundamentado na máxima “Do povo e para o povo”. A iniciativa para reforma freqüentemente vem diretamente da congregação, e, na realidade, é feita pelo povo que forma a congregação.

            Nossa cultura tem desenvolvido um forte senso de democracia e, especialmente, desde os anos 60, os jovens tem conseguido voz própria a participado ativamente em vários assuntos sociais. De nada ajudaria ignorar ou negar essa realidade que pode ser observada em muitos outros aspectos da sociedade.

            O mesmo fenômeno não poderia deixar de acontecer na religião. Os jovens necessitam expressar seu desejo de participação através de sua própria linguagem na música. Entretanto, o entusiasmo da convicção e o estimulo da ação não devem privá-los da reflexão sobre a natureza do louvor e o propósito da musica na igreja. Eles também devem estar preocupados com a natureza e o expressivo poder da música, e com seus elevados padrões.

            Em segundo lugar, a mais forte consideração, no entanto, deve ser as mudanças que tem transformado o mundo moderno com respeito a sua compreensão do sagrado e do secular. A vida diária não é mais permeada pelo sagrado; já não existem leis, nem diretrizes.

            Uma nova rememoração da História e uma observação lúcida de nossos tempos devem inspirar nossa abordagem do problema. Algumas pessoas adotam atitudes tradicionais de rejeição ou proibição, mas a História mostra que tais reações não são muito efetivas.

            As mudanças acontecerão de qualquer maneira, com ou sem a nossa participação. Isso é um fato. Em lugar de rejeitá-las e assim provocar revolta, devemos nos tornar parte delas, fazendo-as acontecer de um modo responsável.

            Por outro lado, considerando as forças que hoje nos rodeiam, conforme mencionadas anteriormente, as mudanças necessitam ser muito mais controladas e monitoradas do que nos dias de Lutero ou Wesley. Talvez a educação seja muito mais necessária hoje. Todavia, ela não deve operar contra, mas com, o povo. Isso significa ouvir um ao outro, e preparar um plano de ação comum. Melhor que resistir às mudanças, os músicos deveriam tomar parte nelas, ajudando na sua forma. Não é esse, afinal, o desafio do artista na sociedade?  

 

RESPONSABILIDADES DO DIRETOR DE MÚSICA

·         Organizar a escala de música da igreja (regente, pianista e música especial).

·         Coordenar e promover o cântico congregacional.

·         Zelar por um padrão de música equilibrada.

·         Buscar a harmonia entre os envolvidos com a música na igreja.

·         Incentivar o surgimento de novos talentos.

·         Incentivar o surgimento de novos grupos musicais.

·         Envolver a música nas atividades missionárias da igreja.

·         Zelar pelos instrumentos musicais pertencentes à igreja.

·         Promover música para os departamentos infantis.

·         Estimular crianças e jovens a estudar música.

·         Realiza festivais de louvor para promover a música cristã.

·         Estimular o uso e aprendizado de novos hinos do Hinário Adventista.

·         Organizar os cânticos da liturgia da igreja.

·         Reunir pelo menos a cada dois meses a comissão de música da igreja, para avaliação e planejamento.

Comissão de Música

1.   Diretor(a) de música

2.   Pastor ou Ancião

3.   Tesoureiro da igreja

4.   Pianista

5.   Representantes dos grupos musicais

6.   Diretor J.A

7.   Diretor da Escola Sabatina

"A música deve ter beleza, emoção e poder. Ergam-se as vozes em hinos de louvor e devoção. Chamai em vosso auxílio, se possível a música instrumental, e deixai ascender a Deus a gloriosa harmonia, em oferta aceitável." TS, vol. 1, pág. 457. 

Departamento de Música
Associação Catarinense

 

MÚSICA NA IGREJA
LOUVAR A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS

O tema "Música na Igreja" sempre provocou controvérsias. A busca do equilíbrio no louvor a Deus é um anseio antigo. Para buscarmos mais alguns parâmetros para nossas conclusões sobre este assunto, conversamos com o prof. Ênio Monteiro de Souza, dedicado pesquisador deste assunto. Formado em matemática pela UFRJ, com pós-graduação em Análise de Sistemas, o prof. Ênio atua como consultor de empresas na área de informática e professor universitário. É filho do compositor sacro prof. Jonas Monteiro e, com o Dom herdado do pai, já compôs mais de 100 músicas, 3 delas fazem parte do hinário Adventista. Residente em Santos, casado com Vilma Monteiro, é pai de Suzana e Sandro, ambos casados, e avô da pequena Ana Carolina.

JORNAL ADVENTUS: O tema "Música na Igreja" tem levantado grandes polêmicas. Historicamente falando esta divergência de opiniões sempre ocorreu com esta mesma intensidade?

Prof. ÊNIO: Sempre aconteceu. Porque a linguagem muda e existe uma certa dificuldade da Igreja em se adaptar às novas linguagens. Este é sempre um processo doloroso, a começar por Lutero.

J.A.: A seu ver, qual o papel principal da música na Igreja?

Prof. Ênio: Louvar a Deus e comunicar a mensagem. Não se deve fugir disto.

J.A: O senhor acredita que a música que tem sido tocada em nossas Igrejas está dentro dos princípios bíblicos

Prof. Ênio: Nem toda. Acho que estamos perdendo de vista os princípios, a comunicação da mensagem e o louvor a Deus, e trocando isso por objetivos menos nobres. lembremos sempre que os princípios não mudam, eles são os mesmos sempre, os padrões, que são a aplicação prática dos princípios, é que variam. E não podemos basear nossa religião, nossa música, em padrões.

J.A.: Quais seriam estes princípios?

Prof. Ênio: São cincos princípios básicos: o primeiro refere-se ao conteúdo da música que deve ser cristocêntrico, comunicar a Cristo; o segundo determina que a música deve ser adequada ao público que a está recebendo, temos que pensar nos outros e não em nós; em terceiro lugar é preciso ter tolerância, aceitação da diversidade; a clareza é o quarto fator , a mensagem precisa chegar clara ao ouvinte; e o quinto aspecto refere-se aos resultados proporcionados. Todos estes princípios são bíblicos, como exemplo podemos citar Paulo que disse ter se tornado grego para com os gregos , judeu para com judeus, e assim por diante, não que ele tivesse um evangelho para cada um, o evangelho era o mesmo, mas a linguagem para transmiti-lo variava.

J.A.: É normal que a música da Igreja sofra influência da música secular?

Prof. Ênio: Sim, no sentido de que a música secular define a linguagem que o povo entende, e que , como conseqüência nós devemos usar. Logicamente que sempre com cuidado, pedindo discernimento do Espírito Santo, para não permitir que no processo de adaptação da linguagem elementos que tenham uma conotação negativa indesejável venham junto.

J.A.: É possível avaliar o quanto a música atinge nossos sentidos e influencia nossas decisões?

Prof. Ênio: Não saberia avaliar exatamente o quanto. Mas certamente a música tem um poder fantástico para atingir nossos sentidos e influenciar nossas decisões pela capacidade que ela tem de mexer com as nossas emoções. A música atinge diretamente o hemisfério direito do nosso cérebro, que é o hemisfério da intuição, da sensibilidade. O importante para a comunicação da mensagem, é que atinja os dois lados do cérebro: emoção e razão.

J.A.: A música é uma somatória de vários itens: como encontrar o equilíbrio entre eles para erguer um louvor adequado a Deus?

Prof. Ênio: Principalmente buscando equilibrar emoção e razão. A razão deve ser usada com muito critério. A letra tem que ser um elemento fundamental no processo, ela faz muita diferença para contrabalançar o lado emocional que é natural da música. É como um pregador o mesmo cuidado que ele tem ao escolher suas palavras e preparar o seu sermão, devemos Ter nós músicos, ao compormos e apresentarmos nossas músicas. Ao escolher uma música para cantar, escolha pela letra, pelo tema, pelo assunto, pense na mensagem que será transmitida, e não na emoção contidanos aspectos musicais.

J.A.: Como avaliar se uma música é ou não apropriada para o louvor a Deus e a pregação da sua mensagem

Prof. Ênio: Pelo efeito que causa nas pessoas. A avaliação é pelos frutos: "Pelos frutos os conhecereis". É assim que os conflitos sobre a música na Igreja no decorrer da história tem sido resolvidos. Não é uma avaliação fácil, mas ela acaba acontecendo através da ajuda de Deus. O número de transformações e conversões é que deve ser nosso critério, e não a quantidade de aplausos ou CDs vendidos

J.A.: Já vimos que a forma como a música atinge o receptor tem a ver com sua cultura musical. Como fazer então para atingir públicos diferenciados? Devemos adaptar a música ao público, ou este recurso jamais deve ser utilizado?

Prof. Ênio: Temos que falar uma linguagem que seja entendida pelo público. Devemos adaptar a linguagem, não o gosto. O gosto não é um bom juiz, não é um bom critério de julgamento. Sem dúvida é importante que nossos Diretores de Música se lembrem dos diversos segmentos da Igreja, fazendo um rodízio. Já tenho visto alguns dizerem que os músicos esqueceram dos velhos"; isso tem uma explicação: A maioria das pessoas que estão se propondo a fazer um trabalho na área de música são jovens, que escolhem a linguagem deles. Já outras Igrejas definem padrões mais apropriados para os mais antigos. O correto é haver um certo balanceamento e muita tolerância.

J.A.: Nossos jovens, em especial, recebem uma grande carga musical de solistas, grupos e corais internacionais. A seu ver, esta influência é positiva ou negativa?

Prof. Ênio: Trata-se de uma cultura diferente e, o que acaba acontecendo é que faz-se um uso indiscriminado do que chega por aqui.O uso da cultura estrangeira sem uma avaliação adequada do quanto ela vai ser útil é perigoso. Simplesmente imitar porque é bonito não quer dizer que vai ter o mesmo poder de comunicação.

J.A.: O que nossos irmãos Diretores de música podem fazer no sentido de estarem bem orientados quanto a estes aspectos da música na Igreja?

Prof. Ênio: Nossas Igrejas devem com freqüência, promover eventos e palestras sobre este assunto para manter nossos irmãos constantemente atualizados e esclarecidos. Onde este trabalho tem sido eficiente, verificamos é que a Igreja tem sido ricamente beneficiada.

J.A.: Deveria existir em nossas igrejas uma Comissão específica para música? Que acompanhasse bem de perto este setor?

Prof. Ênio: Um trabalho neste sentido seria muito positivo, especialmente se este grupo trabalhasse com objetivos de orientação na questão dos princípios, da finalidade da música, e de avaliação e acompanhamento dos resultados para verificar se estão na direção pretendida.

J.A.: Que mensagem o Senhor gostaria de deixar para os leitores que de alguma forma, estão ligados à música na igreja?

Prof. Ênio: Que voltemos às finalidades, aos valores fundamentais e aos princípios. A partir disto, uma série de problemas que se tem nesta área serão evitados. Temos certeza de que o nosso Deus é um só, que nos ama, e aceita o nosso louvor incompleto e inadequado porque sabe que somos falhos. Mas façamos o nosso melhor em Seu nome!

 

MÚSICA SACRA

Que é Música Sacra?

"Há diferentes opiniões a respeito do que seja música sacra. Tradicionalmente entende-se por música que não lembra a música do mundo e que desperta sentimentos de religião, espiritualidade, santidade e adoração a Deus. (...) Deve ser lembrado que uma música não se torna sacra simplesmente porque é composta para ser tocada na igreja, e nem só porque é tocada na igreja." Instituto Batista de Educação Religiosa da Convenção Batista do Estado de São Paulo, Música e Louvor, p.22.

Convém saber, que toda a música sacra é religiosa, mas nem toda música religiosa é música sacra.

Uma música não é considerada sacra apenas porque o seu autor é um cristão, a sua letra fala de Cristo, ou porque pertence ao repertório de alguma Religião. Ela deve ser santa em si mesma, porque música sacra, é música santa.

Principais Características da Música Sacra

1.   Promove uma correta visão de Deus, de Sua justiça e de Seu amor.

2.   Sua letra deve comunicar uma mensagem bíblica doutrinária, de gratidão, e/ou de louvor ao Nome do nosso Criador.

3.   Não desperta sentimentos humanos do passado ou do presente, vividos em experiências alheias aos propósitos da Salvação.

4.   Impulsiona a viver por Cristo e para Cristo.

5.   Não lembra a música secular em quaisquer de suas formas.

6.   A letra deve ser uma oração, e por conta disso, todo o seu conteúdo deve ser bem claro para merecer um AMÉM no final.

7.   Os elementos musicais são subalternos aos elementos religiosos em toda sua composição.

8.   Sua forma musical deve comunicar Espiritualidade.

9.   Desenvolve no pecador, uma correta visão de si mesmo e do seu estado pecaminoso.

10.      Conscientiza o pecador da importância do sacrifício na cruz em seu favor, e desenvolve a sua fé.

11.      Desperta e desenvolve os sentimentos religiosos que motivam a reverência e a adoração ao criador.

12.      "A música deverá não ter nenhum outro alvo ou objetivo senão a glória de Deus e a recreação da alma." Bach.

Principais Elementos da Música

"Embora a música seja, em si mesma, um Dom de Deus, ainda assim ela obedece às leis da ciência. Os elementos principais da música são: Melodia, harmonia, ritmo e forma.

MELODIA é a organização simples de uma série de sons musicais. É também o elemento básico sobre o qual a música é composta e a principal fonte para a identificação.

HARMONIA é a combinação de sons ouvidos simultaneamente e em geral conhecidos como acordes. Há a possibilidades de um número sem fim de combinação de sons; por isso a harmonia serve para expressar e projetar diferentes estados da alma.

RITMO é tudo que diz respeito à duração do som. É a combinação dos grupos de pulsações (batidas) de diferente duração. O ritmo é o elemento musical mais forte do apelo emocional causado pela música, o que mais prende a atenção.

FORMA é o modo pelo qual se organiza a melodia, a harmonia e o ritmo. Uma boa forma proporciona a unidade básica para a mensagem a ser apresentada através da composição musical."

Instituto Batista de Educação Teológica da Convenção Batista do Estado de São Paulo,Música e Louvor, p. 23.

Conselhos Sobre o Uso da Música na Igreja

"Há pessoas que estão prontas para fazer uso de qualquer coisa estranha, que possam apresentar como supremo ao povo... nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversões, mas precisamos elevar o pecador corrupto à alta norma da lei de Deus." Idem, p. 137.

"Os que fazem do cântico uma parte do culto divino, devem escolher música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres, e todavia solenes." Ellen G. White, Evangelismo, Casa Publicadora Brasileira, p. 508.

"Quando seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos celestiais apanham a harmonia, e unem-se aos cânticos de ações de graça." Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, Casa Publicadora Brasileira, p. 357.

"A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos uns aos outros, com salmos, hinos de cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração." Paulo, Colossenses, 3:16.

 

FILOSOFIA DE MÚSICA

Reconhecemos que a música é um dos maiores dons dados por Deus e que, portanto, a mesma se constitui em um elemento indispensável no processo da educação cristã. Sendo que exerce influência sobre assuntos de conseqüências eternas, é importante ter em conta o tremendo poder da música. A mesma tem poder para elevar ou degradar, e pode ser empregada tanto para o bem como para o mal. “Tem poder para subjugar naturezas rudes e incultas, poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia; para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço” (Educação, pág. 167). 

Sendo que a música é um dos elementos mais importantes nos diversos programas que se desenvolvem na igreja, e devido à grande diversidade musical que se praticam em nossa época, cremos ser necessário estabelecer uma série de normas que expressam sua filosofia à respeito. Cremos, portanto, que devemos empregar “a música com um propósito santo, para elevar os pensamentos até aquele que é puro, nobre e enaltecedor, e para despertar na alma a devoção e a gratidão a Deus” (Patriarcas e Profetas, pág.644). 

I. Normas sobre a música sacra 

A música é um dos maiores dons que Deus deu ao homem e é um dos elementos mais importantes nas atividades espirituais. Serve de via de comunicação com Deus e “é um dos meios mais eficazes para gravar no coração a verdade espiritual” (Educação, pág.167).

A.                    Quanto a letra

1.   O canto deve ter uma letra que esteja de acordo com os ensinos bíblicos.

2.   A letra deve apresentar uma mensagem específica e fácil de ser captada; uma mensagem bíblica, cristocêntrica ou de louvor a Deus.

3.   Cânticos que contenham letras levianas, vagas e sentimentais, que apelam somente às emoções, ou que não contenham nenhuma mensagem, serão considerados inaceitáveis.

4.    A letra deve ser, dentro do possível, de alto valor literário, deve-se ter muito cuidado com traduções que às vezes desvirtuam a mensagem e a qualidade original é diminuída.

5.   O cântico deve harmonizar palavras e melodia, sem combinar o sagrado com o profano. Cânticos com letras mundanas não se consideram aceitáveis em nosso meio.

6.   Convém dar preferência à composições baseadas em passagens bíblicas: literais ou parafraseadas.

7.   Toda música cantada deve apelar de forma equilibrada à emoção e ao intelecto, e não tratar de cativar somente aos sentimentos ou à razão.

8.   Os sussurros e outras formas semelhantes de expressão, podem ser consideradas aceitáveis se forem usadas esporadicamente, com o fim de dar variedade ou riqueza à mensagem da letra, e feitas de maneira reverente. Usadas freqüentemente ou com certo sentimentalismo ou leviandade, serão consideradas inaceitáveis.

B.   Quanto a música (melodia)

1.    Ao compreender o tremendo poder que tem a música para influenciar e gravar a verdade espiritual no coração, nossa meta será conseguir a mais alta qualidade que harmonize com o elevado e santo valor da mensagem.

2.   Devemos dar preferência e usar os grandes hinos da tradição cristã e os cânticos cheios de significado dos grandes mestres do passado e do presente. Consideramos que a música, como arte tem sido degradada e muitas composições contemporâneas carecem de valor. Nas últimas décadas tem surgido, dentro do campo da música sacra, cânticos de escasso valor religioso e musical, e com grande semelhança a própria música popular do mundo. Recomenda-se, portanto, que os que participam de reuniões de caráter sagrado, não selecionem este tipo de categoria.

3.   A música deve ser de tal qualidade que apele não somente à emoções, como também ao intelecto. A música de grandes mestres como Bach, Menddelssohn, Handel e outros, assim como os cânticos de Lutero, Issac Watts, Wesley, Crosby, F.F. Belden e muitos outros do passado e do presente, selecionados de acordo com o meio e a ocasião, são um poder eficaz para gravar a verdade no coração, expressando idéias de alto valor.

4.   Deve-se exercer muito cuidado para evitar-se os elementos mundanos da música que deixam de expressar os altos ideais da fé cristã. Alguns tipos de música como o “rock, jazz, bolero, baladas sentimentais, etc.”, são considerados incompatíveis com os princípios de nossa igreja. Ainda que tenha um texto religioso ou bíblico, não é , em nenhum caso, suficiente para anular o tremendo poder da música.

5.   Deve-se evitar músicas com acordes exagerados de 7a., 9a., 11a. e 13a. Estas harmonias, usadas de um modo excessivo, distraem e minam o poder espiritual da mensagem.

6.   A música apropriada para nossa igreja pode ser dos grandes compositores de música sacra ou evangélica; isto quer dizer, exclusivamente eclesiástica; pode ser bem elaborada ou simples, tendo em conta que , por nenhum motivo, devemos rebaixar os conceitos de dignidade e excelência com o fim de alcançar as pessoas onde se encontram. O conselho inspirado adverte: “Nunca rebaixeis a verdade a fim de obter conversos, procurai elevar aos pecadores e corrompidos até a norma superior da lei de Deus” (Evangelismo, pág. 105).

7.   A interpretação da música será simples evitando todo movimento desnecessário que chame a atenção ao interprete distraindo a atenção para a mensagem.

C.        Quanto ao uso de instrumentos

1.   São bem vindos e incentivados o uso de instrumentos em suas distintas variedades.

2.   Recomenda-se exercer cuidado ao usar instrumentos fortemente associados com a música popular e folclórica, tendo o zelo de não interpretá-los neste mesmo estilo, usando suas harmonias e ritmos profanos; por exemplo: guitarra, marimba, etc. e alguns de percussão.

3.   Instrumentos de origem duvidosa e que necessitam uso de exagerada amplificação, são considerados inaceitáveis dentro da igreja.

4.   Pede-se a todos os solistas e grupos musicais que ao serem acompanhados por play-back, tenham certeza de que o mais importante seja a mensagem passada e não o acompanhamento. Evitar aqueles que tenham instrumentação que fira os itens expostos acima.

II.   Normas sobre a música secular

O estilo de vida dos Adventistas do Sétimo Dia requer que cada cristão realize uma cuidadosa escolha ao selecionar música secular com fins pessoais ou apresentá-la em público em algum programa social. Toda música desta natureza deve ser avaliada a luz das instruções dadas em Filipenses 4:8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

A .  Música aceitável

A música “corretamente empregada,... é um Dom de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma” (Educação, pág.66).

Músicas das seguintes categorias são consideradas aceitáveis:

1.   Músicas secular de todas  as épocas que se caracterizam por um equilíbrio saudável nos elementos do ritmo, melodia e harmonia e cuja letra expresse ideais de alto valor.

2.   Música folclórica que realce os valores étnico-culturais genuínos e que não enfatize os elementos negativos dos povos (por exemplo: vícios, miséria, rebeldia, corrupção, etc.).

3.   Música patriótica que não viole os princípios gerais já expressos.

4.   Música culta do repertório dos grandes compositores como Bach, Mozart, Beethoven e outros, escolhidas adequadamente.

5.   Música de caráter educativo e didático que seja de acordo com os princípios acima mencionados.

6.   Cânticos infantis com boa música e letra correta.

7.   Música marcial.

B.   Música inaceitável

Quanto a música inaceitável é conveniente se levar em conta a seguinte advertência: “Foi-me revelado que os jovens devem tomar uma posição mais elevada, e fazer da Palavra de Deus sua guia e conselheira. Sobre os jovens descansam solenes responsabilidades que eles consideram com leviandade. A introdução da música em seus lares, em lugar de insta-los à santidade e espiritualidade, tem sido o meio de afastar suas mentes da verdade. Os cânticos frívolos e as peças musicais populares e da moda, parecem agradar seu gosto. Os instrumentos musicais tem tomado o tempo que deveria ser usado para a oração. A música, quando não se abusa dela, é uma grande benção; no entanto, quando é mal empregada, é uma maldição terrível” (Testemonies for the Church, vol.1, págs. 496-497).

Músicas das seguintes categorias não são aceitáveis:

1.   Música bailável ou que convida a dança, ou ainda, cujo o ritmo seja o elemento predominante. Alguns cânticos folclóricos genuínos podem considerar-se como exceções.(c.f.item A. 2)

2.   Canções da corrente popular, particularmente aquelas cujo caráter seja vulgar, sedutor, imoral e pouco refinado, já que estão estritamente relacionadas com a tendência desenfreada da nossa sociedade contemporânea.

3.   “A ópera”, como forma musical, “com a sua fascinadora ostentação e música sedutora, o baile de máscaras, a dança, o jogo de cartas, Satanás emprega para derribar as barreiras dos princípios, e abrir a porta à satisfação sensual” (Patriarcas e Profetas, págs. 459-460). Algumas passagens escolhidas de ópera podem ser usadas especialmente, sempre que a letra e a música sejam compatíveis com os princípios expressos no item “A”.

4.   Canções cuja  música e/ou letra sejam incompatíveis com as normas da verdade, honestidade e pureza (temas que falam sobre crimes, desprezo, amor livre, sexo, drogas, etc.).

5.   Composições com poesia de mal gosto, carentes de sentido, com sentimentalismo doentio ou frivolidade que desviam a mente de tudo aquilo que é bom, nobre e enaltecedor.

6.   Músicas dos estilos populares tais como o “rock, jazz, blues, tropical” e outras similares, já que são consideradas um verdadeiro obstáculo para o desenvolvimento do caráter cristão, porque despertam pensamentos impuros e induzem a uma conduta reprovável. As distorções do ritmo, a melodia e a harmonia que caracterizam estes musicais, e o uso às vezes, excessivo de amplificação, cauterizam a sensibilidade, e eventualmente destroem a apreciação por aquilo que é belo e santo.

7.   Canções de protesto, uma vez que estas alimentam o espírito da inconformidade e contribuem para destruir a unidade e o espírito de respeito à autoridade.

C.  Forma de interpretação

A música  que se apresente em qualquer dos diferentes programas que se desenvolvam na igreja, deve ser executada de forma séria, alegre, ou entusiasta, como solo ou grupo, e poderá ser tanto vocal como instrumental. Ao apresentar um cântico ou uma peça instrumental, é importante observar as seguintes recomendações:

1.  Deve-se evitar o uso de tonalidades estridentes como o “rock”, outras distorções da voz e o estilo exagerado dos cantores populares.

2.  Deve-se evitar movimentos de dança ou gesticulações reprováveis ao apresentar qualquer número musical.

3.  Evitar a amplificação exagerada, vocal e instrumental.

4.  Cuidar com o uso de instrumentos que se relacione com gêneros musicais questionáveis.

5.  Evitar personificar um(a) cantor(a) de reputação duvidosa.

 

Como Melhorar o Culto J.A.

O culto J.A. não é a única tarefa do Ministério Jovem, mas ocupa um lugar extremamente importante.  Ele é o momento onde os jovens se desenvolvem e tem momentos de adoração.  Por isso, é preciso buscar maneiras de desenvolvê-lo. 

Muitos líderes tratam o Culto J.A. como uma atividade opcional, e ai está o motivo do descrédito do programa em muitas igrejas.  Alguns tratam o Culto J.A. como um show que só deve ser feito quando existem estrelas para participar (Um grupo, um orador, etc.). Outros o encaram como um compromisso desgastante demais que não pode ser realizado todo o Sábado porque não existem idéias, público, colaboradores, e por isso é cansativo.  Alegam que não há fôlego para um ano, sendo assim, é melhor ir devagar.

Agora, pense comigo: é justo oferecer apenas shows à igreja, e deixá-la sem programa quando eles não existem?  Será justo deixar de fazer o Culto J.A. por considerá-lo desgastante?  Será que este é o único programa desgastante da igreja?  O que você e eu diríamos se o Pastor distrital decidisse fazer o culto de oração da Quarta a noite apenas uma vez por mês, ou se a equipe da Escola Sabatina fizesse seu programa quinzenalmente?  Isso parece absurdo, não?  E Porque muitas vezes achamos que com o Culto J.A. é diferente?

Para que ele ocupe seu verdadeiro papel é preciso dar atenção a algumas questões fundamentais:

PLANEJAMENTO 

Para evitar confusões, tensão, falta de idéias e desmotivação da equipe J.A., o segredo é gastar tempo estudando o que fazer com antecedência.  Bons programas não acontecem por acaso.  São fruto de planejamento, com dedicação de tempo e esforço. 

Organize o planejamento dos Cultos J.A. reunindo sua equipe e montando um calendários com duas ênfases: 

a.  Anual - De forma geral, apenas separando as datas que não podem ser esquecidas, ou aquelas que já estão confirmadas durante o ano, para que não haja conflito com outros programas.

b.  Trimestral - Definindo cada programa do trimestre.  Leve em conta o calendário anual e defina os temas, locais, participações e programas especiais.  A reunião para definir este planejamento deve ser realizada pelo menos um mês antes do início do trimestre.

Ao organizar este planejamento, tendo em vista a realização do Culto J.A. semanalmente, você pode dividir estilos diferentes de programas a cada Sábado do mês, repetindo a fórmula a cada mês do ano.  Por exemplo:

1º Sábado - Culto J.A. organizado pela direção do departamento jovem.  Pode ser montado um super programa, pois é praticamente o único no mês feito integralmente em cima da criatividade da equipe J.A.; 2º Sábado - Culto J.A. Musical - Grupo, solista ou coral convidado.  Não é trabalhoso. É só convidar, promover e deixar acontecer.

 3º Sábado - Culto J.A. de envolvimento - Mesa redonda, seminário, dinâmica de grupo, etc., com um tema especial.  Também não é trabalhoso. É só definir o tema, promover e administrar o andamento das partes;

4º Sábado - Culto J.A. feito por algum departamento convidado.  Existem departamentos que sempre se dispõem a fazer programas, até mais de um, se necessário, como:

·                     Departamento infantil;

·                     Ministério da Mulher;

·                     Desbravadores;

·                     Lar & Família;

·                     Saúde & Temperança;

·                     Ministério Pessoal;

·                     Música;

·                     Ancionato;

·                     Diaconato;

·                     Pastor Distrital;

·       Etc.

Você pode até argumentar, que esta forma de planejamento para o Culto J.A. pode fazer com que ele se torne simples demais.  Seu argumento tem lógica.  Esta é uma sugestão para lhe ajudar quando há dificuldade para montar programas, mas você pode melhorá-la.  Mas, se a equipe pode preparar uma programação com a cara jovem para os 52 sábados do ano, ai sim, você tem a fórmula ideal.

Ao organizar todo seu planejamento para o Culto J.A., existem três passos fundamentais.  Eles darão menos trabalho e mais originalidade.

ORAÇÃO

Antes da seleção final do conteúdo do culto jovem, ore por orientação divina para estabelecer:

        a. O  propósito do programa;

        b. Sua forma e conteúdo;

        c. Os participantes.

PROPÓSITO

a.         Qual a necessidade ou problema mais urgente que os jovens da igreja estão enfrentando naquele momento ?

b.Quando conseguiremos suprir esta necessidade ?

Quando a equipe J.A. definir as respostas para cada uma destas duas perguntas, terá alcançando o propósito principal do programa que está preparando.  Monte todas as partes do programa colocando estas respostas como base.

PROGRAMA

É importante lembrar que é o programa que constrói ou destrói o culto jovem.  Para que ele seja bem construido:

- Faça de Cristo o centro de todo o programa;

- Escreva toda a seqüência da programação e entregue cópias para a equipe JA e demais participantes;

- Longas pausas dentro do programa "matam" a reunião;

- Apesar da prioridade espiritual, os programas também devem ser animados, atraentes e interessantes.

Ao planejar o programa que será realizado semanalmente, leve em consideração a aplicação dos requisitos abaixo.  Eles trarão bons resultados.

O FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA

Definir a forma:

Para tornar o Culto J.A. mais eficiente e menos trabalhoso é necessário sistematizar seu funcionamento estabelecendo as partes fundamentais, de modo que seja fácil montá-lo.  Por isso, você vai conhecer agora a fórmula BOLETIM.  Cada letra da palavra significa uma parte que deve ser desenvolvida durante o programa.  Você pode variar a ordem sempre que desejar, o importante é não perder tempo pensando em como construir o programa.  BOLETIM é uma fórmula que envolve todas as principais ênfases e propósitos do Ministério Jovem e também do próprio Culto JA.  Conheça cada uma das partes:

·            Bíblia (7 min):

·            Oração (5 min):

·            Louvor (7 min)

·            Envolvimento (10 min)

·            Testemunho (7 min)

·            Incentivo/informações(5 min)

·            Mensagem (l5 min)

Tempo Total do programa - 56 min.

Definir o Tema:

Deve haver sempre um motivo para a realização do Culto J.A., de modo que todos possam sair orientados ao final.

Procure definir os temas que serão usados nos encontros através de:

a.  Sugestões contidas na revista Ação Jovem;

b.  Reuniões da equipe JA;

c.  Pesquisa junto aos jovens;

d.  Notícias importantes;

e.  Datas comemorativas;

f.   Calendário de atividades da Associação/Missão e da Igreja;

g.Consultas ao Pastor e à liderança da igreja;

h. Etc.

Propaganda:

A presença dos jovens ao culto JA é proporcional à promoção realizada, por isso capriche.  Dentre outros, utilize estes recursos:

a.  Cartaz com o título do programa;

b.  Gravação bem trabalhada para ser apresentada no momento dos anúncios e ao final do culto divino;

c.  Distribuição de convites criativos à saída (papéis enrolados em forma de pergaminho, guardanapos, caixas de fósforo ou outros que tenham a ver com o título do programa);

 Esforço:

Todo o sucesso tem o seu preço, por isso, para alcançá-lo, pague-o. Não creia no sucesso fácil.  A dedicação é o preço a ser pago.  Como líder, seja regente de sua equipe, coordenando o esforço de cada um em sua função buscando a harmonia na equipe.  Divida tarefas, estimule, incentive e cobre.

         Ensaio: 

-           Estabeleça um horário e local para ensaios, pelo menos uma semana antes da reunião.  Explique a cada um a parte que deve desempenhar, supervisione a propaganda e poupe o suor e as lágrimas dos imprevistos de última hora.  Telefone, avise os envolvidos na programação e passe a eles as informações necessárias.

-           A experiência tem mostrado que programas bem ensaiados são melhores.  Uma hora gasta em ensaiar uma reunião antes da sua apresentação fará maravilhas em burilar os programas e revelar as imperfeições.  Além disso, o ensaio leva cada um a se sentir a vontade, permitindo ao organizador a oportunidade de fazer sugestões para melhorar.

        Participação:

a. Nenhum culto JA irá sobreviver por muito tempo se o responsável é o único que toma parte, ou ainda se o mesmo grupinho de três ou quatro jovens participa todas as semanas.  As melhores reuniões são aquelas onde vários jovens, de formações ou grupos diferentes participam;

b.  Defina quantos participantes serão necessários e o que vão fazer para o sucesso do programa;

c.  Use principalmente os jovens para participar;

d.  Instrua os participantes quanto ao que se espera deles:

                      - Sentar na primeira fila;

                      - Cuidar para que não haja espaços vazios depois da introdução;

                      - Não deixar para afinar os instrumentos musicais no momento da apresentação;

                      - Falar com clareza e firmeza para que todos possam ouvir.

        Pontualidade:

a.       Para iniciar o programa – Ninguém gosta de ir a um encontro onde sabe que vai ficar esperando ou assistindo a ensaios e ornamentações, e pior ainda, quando tem de esperar do lado de fora.  Isto afugenta o público e desrespeita a Deus.  Procure manter um padrão de horário para começar e cumpra-o.

b.  Para encerrar o programa – Encerre deixando os assistentes com o gostinho de "quero mais".  No caso de prolongamento do tempo, é melhor cortar o programa e encerrá-lo, do que "queimá-lo". É melhor que a reunião seja curta e proveitosa, do que longa e cansativa.  O tempo ideal para um programa é de 1 a 1: 15 h.

        Andamento:

Um dos segredos para as boas reuniões é manter "as coisas andando".

a.  Não permita que ocorram quaisquer interrupções; ou que alguma parte da programação se prolongue até que todos os presentes se sintam cansados ou entediados. O final do programa deve ser o seu clímax.

b.     Não permita que os assistentes tenham tempo entre as partes para adivinhar o que virá em seguida.

CONTEÚDO FIXO COM FORMA VARIADA

Para evitar a rotina, que tem deixado muitos Cultos J.A. desinteressantes e desanimadores, siga três dicas básicas:

a.  Varie a ordem do programa - troque as partes de lugar;

b.  Introduza variedades nas partes do programa - realize as partes de sempre, mas de maneiras diferentes.

c.  Procure criar atividades novas que se identifiquem com os jovens.

Algumas sugestões para ampliar as alternativas das partes básicas do Culto J.A., mantendo-o dentro do

BOLETIM:

Bíblia: ( 7 min. );

               - Texto escolhido na linguagem de hoje;     
- Versões diferentes (explicar);          
- Bíblia mais antiga/nova;
                    - Textos difíceis;
                    - Pessoas falam o verso favorito e por quê:
                     - Curiosidades Bíblicas; 
    - História de como a Bíblia transforma vidas;
                    - Sugestões de quem lê a Bíblia com prazer;
                    - Leitura Bíblica:

·                Um leitor;

·                Dois leitores;

·                Jogral;

·                Quatro leitores alternadamente;

·                Leitura responsiva por rapazes e moças;

·                Leitura responsiva feita por um lado do auditório de cada vez;

·                Leitura por família;

·                Leitura ilustrada.  A medida que a leitura vai sendo feita as imagens a ilustram;

* Usar um fundo musical caracterizado.

Oração: ( 5 min. );

·  Oração dois a dois;

·  Como orar;

·  Oração silenciosa;

·  Tipos de oração;

·  Pedidos especiais;

·  Oração na Bíblia;

·  Orações respondidas;

·  Oração em cadeia;

·  Corrente de oração;

·  Pessoa escolhida orando;

·  Alguém que teve uma oração respondida;

·  Oração responsiva;

·  Oração em grupo ou família;

·  Oração membro + visita;

·  Oração cantada;

·  Pedidos de oração em uma frase;

·  Amigo secreto de oração;

·  Orações por problemas específicos; 

·  Momento de promessas sobre a oração;

·  Pessoas de diferentes grupos a cada semana para orar.  Avós, pais, jovens, solteiros, universitários, juvenis, etc.;

·  Oração feita por três pessoas.  Uma responsável pelo louvor, outra por ações de graças e a terceira pela intercessão;

·  Oração infantil.  

Louvor:  ( 7 min. );

·       Cântico congregacional;

·       Música especial;

·       Música com um instrumento raro,

·       Monólogo - letra lida enquanto a música é tocada;

·       Hino ilustrado - enquanto é cantado imagens o ilustram;

·       Dados sobre música;

·                     Cântico novo;

·                     Louvor na Blblia;

·                     Talento musical;

·                     Projeto serenata;

·                     Concurso musical;

·                     Noções elementares sobre música;

·                     Conhecendo instrumentos musicais;

·                     Hinos e cànticos conhecidos e tocantes;

·                     Aprender músicas e cânticos novos;

·                     Moças cantam uma estrofe e rapazes outra;

·                     Dividir o auditório em duas partes;

·                     Preparar história de hinos que tenham ligação com as partes apresentadas;

·                     Usar cânticos em ritmo marcial, hinos devocionais, etc.;

·                     Usar Slides, Transparências, Apresentações em Power Point, com hinos;

·                     Hinos em ordem alfabética (tomar por base algum hinário);

·                     Participação de crianças;

·       Música instrumental;

·       Solos;

·       Duetos;

·                Trios;

·       Quartetos;

·       Conjuntos;

·       Festivais (solos ou duetos inéditos, quartetos, conjuntos, corais, etc.);

·       Selecionar as músicas para evitar os exageros.

Envolvimento: ( 10 min. );

·       Atividades de grupo;

·       Conheça seu irmão;

·       Saudação aos visitantes;

·       Concursos:

·                Por idades;

·                Por equipes;

·                Curiosidades da Bíblia;

·                Devoção Matinal;

·                Concurso de oratória - tema defido no inicio do programa, e discurso apresentado no final;

·                     Se fizer um concurso com duração além de um programa, não ultrapasse dois meses para não perder a motivação;

·                      a Gincana:

·                Entre idades;

·                Equipes livres;

·                Entre GAJAS;

·                Divisão por sorteio:

·  Atividades sugestivas:

·            Dividir partes dos cultos JA entre as equipes;

·            Cegos com Bíblia em Braile;

·                               Discurso de uma pessoa que nunca falou em público;

·                               Trazer ex-Adventistas;

·                               Trazer alguém importante da região e homenagear-lhe;

·      Casal para cantar um dueto;

·      Alguém que toque harpa junto com alguém que cante;

·                               Bíblias antigas;

·                               Visitas a hospitais;

·                               Alimentos e objetos para as Dorcas;

·                               Etc.

 Evite:

·       Imitar a televisão;

·       Torcidas dentro da igreja (Não incentive nem permita);

Tarefas que não tenham ligação com atividades religiosas ou espirituais.

Testemunho: ( 7 min. );

  - Por que sou Adventista;

   - Uma benção da semana;

- História de minha conversão;

- História missionária;

- Alguém que venceu um mau hábito ou pecado;

- Um dia com Jesus - como Jesus influencia o dia de uma pessoa;

- Testemunho em vídeo.

Incentivo/Informações: ( 5 min. );

- Ano Bíblico;

- Meditação matinal;

- Lição da Escola Sabatina;

   - Clube do livro JA / Juvenis;

- Presença nos programas:

- Programas que vem ai;

- Jornal JA;

- Resultados de atividades;

- Informações:

   - Interrupções planejadas;

*           Recursos audiovisuais;

Perguntas e respostas;

      -      Apresentar como se fosse notícia;

     -      Duas pessoas dando o anúncio em uníssono ou de forma alternada;

-     Entregando cartão escrito no sábado pela manhã;

-     Gravar em cassete a mensagem:

-     Desenho num quadro negro;

-     Cartaz.

Mensagem: ( 15 min. );

-       Meditação;

-    Ação Jovem;

·       Dinâmica de grupo;

·       Painel;

·       Um recado de Ellen White;

·       Pregador Juvenil;

·       Encenação;

-    Um orador;

-    Alguns oradores;

·    Perguntas e respostas;

·    Vídeo;

·        Slides;

-       Entrevista;

-       Mesa redonda;

-      Reportagem;

-      Lições objetivas;

-      Debate:

-      Palestrante especializado;

-     Discussão entre os jovens com apresentação das definições;

-     Discussão pública;

-     Perguntas a um grupo preparado para responde-Ias;

-    Temas interessantes:

-    Recreação;

-    Cinema/ IV/ Filmes;

-     Casamento;

-     Profissões;

-     Amizades;

-     Moda;

-           Jogo;

-           Sexo;

       -      Namoro;    

          -          Drogas;

      -      Homossexualismo/Lesbianismo/Bissexualismo;

      -      Masturbação;

      -      Música;

      -      Pecado;

      -     Tentação;

      -     Etc.

 É importante, de vez em quando, variar também, o local:

- Ar livre;

- Beira de um rio;

- Bosque;

- Beira de um lago;

- Sitio;

- Em outras Igrejas;

- Praça pública;

- Praia;

- Na casa de um jovem;

- Em uma Creche ou asilo.

Mais idéias....

Se você quiser experimentar outras idéias que podem variar, embelezar e tornar mais atrativo o Culto JA, aqui vai mais uma lista. É importante lembrar que elas sempre devem ser encaixadas dentro da fórmula do BOLETIM, e dentro do tempo designado para realizá-la:

01.            Apresentação e recomendação de livros: Bons materiais de assuntos jovens.

02.            Histórias favoritas: Histórias inesquecíveis para alguém relatadas à igreja.

03.            Painel de perguntas e respostas: Escolha um coordenador, perguntas por escrito e um bom grupo para responder às perguntas.

04.            Cartas JA: Cartas para outras sociedades JA.

05.            Partilha tua fé: Os jovens saem por 30 min. a um local definido para distribuição de literatura, depois voltam para troca de experiências.

06.            Dia do pai ideal - Dia da mãe ideal.

07.            Programa de colportores.

08.            Programa de profissões.

09.            Momentos de poder: Um espaço para a comunhão e oração.

10.            Jornal JA: Notícias da igreja local, mundial e da ciência.

11.            Entrevistas: Com alguém que seria interessante a igreja conhecer melhor.

12.            Programa da amizade: Dos homens para as mulheres e vice versa

13.            Minuto profético: Explicações rápidas de profecias da Bíblia.

14.            Homenagem do Dia: Aproveitar as datas importantes da semana relativas a profissões e convidar alguém abarcado por elas que não seja Adventista para ser homenageado e entrevistado.  Ao final doar um "Caminho a Cristo", "Paz na Tempestade", "Terceiro Milênio", etc.

15.            Conheça seu irmão: Entrevistar membros da igreja que tenham atividades religiosas ou profissionais interessantes, com o objetivo de passar orientações aos jovens.  Ao final abra um espaço para as perguntas.

16.            Cultura Geral: Rápidas dicas sobre natureza, plantas, astronomia, etc.

17.            E importantíssimo lembrar que:

·  Os jovens e juvenis devem participar nos programas.

·  Os jovens gostam de colorido, ação, surpresa e variedade.

·  O ano bíblico e os ideais JA devem ser promovidos a cada Sábado.

Para matar o Culto J.A  -

Se você quiser matar o Culto JA, também existe uma fórmula.  Dê uma lida só para ficar longe dela:

             a.        Começar tarde;

b.  Prepará-lo de última hora;

c.  Preparar o material de apoio (som, video, ornamentação, etc.) no último momento;

d.  Falar tão suavemente que ninguém escute-,

e.  Misturar o religioso com o secular;

f.   Torná-lo longo demais;

g.  Deixá-lo cansativo;

h.     Não usá-lo para oferecer alimento espiritual.